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Covid-19

Afluência à vacinação de crianças "muito boa" em Viana do Castelo

Afluência à vacinação de crianças "muito boa" em Viana do Castelo

Em Viana do Castelo as crianças dos 5 aos 11 anos "surpreendem pela positiva".

O choro de uma criança numas das boxes do Centro de Vacinação de Viana do Castelo, instalado há um ano no Pavilhão Desportivo da Meadela, contagia outras e, de repente, outras começam também a chorar. A pronta intervenção carinhosa do Panda e do Mickey acalma os mais pequenos. As duas figuras humanas que animam o espaço decorado com balões coloridos, dão abraços, tiram fotografias e cumprimentam oferendo a palma da mão numa atitude de "dá cá mais cinco!". Este sábado de manhã o centro estava cheio de crianças e apesar de alguns choros, o ambiente era alegre. Além da animação com figuras da Disney, o espaço de vacinação oferece pipocas à saída, música e pintura facial.

"A afluência está a ser muito boa. Até este momento (cerca das 12horas) já fizemos cerca de 250 crianças. É um bom ritmo", declarou a enfermeira Filomena Oliveira, uma das coordenadoras da vacinação em Viana do Castelo, referindo que, entre agendamentos e casa aberta, são esperadas até ao final do dia "cerca de 600 crianças".

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"Estamos a dar as segundas doses dos meninos que tomaram a vacina a 17 e 18 de dezembro, mas hoje também está aberto para quem ainda não fez e não aderiu nos primeiros dias", disse, referindo que, na primeira fase, "houve uma boa adesão, mas não a que nós gostaríamos de ter tido".

"Aqui no concelho temos à volta de 50 a 60 por cento das crianças, dos 5 aos 11 anos, vacinadas", afirmou, referindo: "Nos pais que têm aparecido não temos sentido medo e mesmo em algumas crianças temos notado que elas próprias querem ser vacinadas. Temos tido algum choro pontual, mas as crianças surpreendem pela positiva".

Admitiu que algumas correntes anti-vacinação de crianças "provoca mais insegurança nos pais que estão indecisos". "Na minha opinião, os pais deveriam vacinar porque verificamos que nos últimos dias estivemos perante uma fase em que muitas crianças ficaram positivas e os sintomas foram muito menores. Portanto, a vacina surte algum efeito", defendeu.

"Medo há sempre, mas acho que o medo de ele apanhar [covid-19] e ser pior, é maior. Pesa mais", disse Márcia Mina, mãe de Gonçalo de 6 anos, que este sábado choramingou um pouco ao tomar a segunda dose, agarrado a um peluche do Mickey que trouxe de casa. "Não gosto assim tanto da vacina, porque dói-me. Doeu, mas agora estou bem", afirmou depois ao JN, distraindo-se com a figura da Disney em tamanho real que entretanto se aproximou. "Mãe, vamos lá tirar uma foto com o Mickey", chamou.

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