Covid-19

Alívio da "pressão hospitalar" e em lares com surtos no Alto Minho

Alívio da "pressão hospitalar" e em lares com surtos no Alto Minho

O Centro Cultural de Viana do Castelo está, a partir desta quinta-feira, preparado para receber doentes com covid-19 com alta clínica e utentes positivos de lares com incapacidade de resposta.

Face ao crescente número de infetados na região e consequente "pressão hospitalar", as autoridades envolvidas na criação daquela unidade acreditam que a ocupação deverá ser praticamente imediata. A nova Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR) tem disponíveis desde já 30 camas (em módulos de 10), com previsão "de chegar às 120 e, em caso de catástrofe, às 200".

"Abriu no momento certo", comentou o Secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, que coordena o combate à pandemia na região Norte. O governante referiu que "o grande objetivo é abrir, pelo menos, um espaço de retaguarda por distrito, e se necessário mais", sendo que, no Porto, já existem dois. São espaços que darão "uma dupla resposta", como é o caso dw Viana do Castelo, que irá acolher positivos em convalescença dos lares de idosos e dos hospitais, possibilitando assim a libertação de camas nestes últimos.

"Enquanto que no mês de outubro a média de novos casos no distrito de Viana era de 28 por dia, em novembro estamos a ter 85 por dia. Isto coloca muita pressão sobre as instituições que apoiam os idosos, mas também sobre as nossas unidades hospitalares", declarou o Presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo, Miguel Alves.

"À data de hoje sabemos que na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), o número de camas em enfermaria covid é de 81 e dessas apenas quatro estão disponíveis e, em termos de cuidados intensivos, sabemos que temos 25 camas e apenas três estão disponíveis. Este era o momento [de criar o novo espaço]", disse ainda o responsável, notando que, face à realidade dos números no Alto Minho, a nova EAR deverá ser acionada em breve.

"A nossa expetativa é que este local, não direi nas próximas horas, mas nos próximos dias vai estar a funcionar, a libertar em primeira linha o hospital distrital e a acomodar gente que possa vir dos lares", disse, acrescentando que, em termos de pessoal, na unidade de retaguarda serão colocados "cinco auxiliares, um médico e um enfermeiro por cada dez camas".

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