Manifestação

Cinco autarcas do Minho e cerca de mil pessoas em protesto contra o lítio

 foto Ana Peixoto Fernandes/JN

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Sob o lema "O Minho Unido contra as Minas", cerca de um milhar de manifestantes percorreram o centro de Viana do Castelo para avisar "os que pretendem esventrar as serras" que não querem mais exploração de lítio na região

Segundo números avançados pela organização e pela própria PSP no local, participaram cerca de mil pessoas naquele protesto organizado por quatro movimentos cívicos minhotos contra a exploração de lítio. A marcha pelo centro da cidade, contou ainda com a presença de cinco presidentes de câmara: Cerveira, Paredes de Coura, Caminha, Ponte de Lima e Viana do Castelo.

"Vamos fazer tudo para que o processo não avance", declarou o Presidente da Câmara de Viana, Luis Nobre, recém-eleito pela primeira vez, à chegada à concentração. "É preciso que se diga que já houve um grande avanço, com a exclusão do despacho da Rede Natura e também da área protegida, mas não estamos satisfeitos. Entendemos que é um ativo do país, mas que encontrarão outros espaços mais equilibrados em que os factores naturais não estejam tanto em risco como aqui", afirmou.

"Litoral e interior unidos derrotam as minas sem partidos" foi umas das faixas exibidas no protesto, animado por ranchos folclóricos, bombos, gigantones e artistas populares como Augusto Canário, Cándido Miranda, Zezé Fernandes e Quim Barreiros. "Estou aqui com a minha gente, com o meu povo, a defender aquilo que é nosso: Não ao lítio, sim à Serra d'Arga", afirmou o cantor de êxitos como "A cabritinha" e "Mestre de Culinária".

"O povo do Minho saiu à rua para dizer que é o povo que decide o que fazer com o seu território, para dizer que o respeito pelos cidadãos tem de se estender ao mundo rural e que os habitantes de uma região afetada por uma decisão política nacional devem ser consultados e a sua decisão deve ser vinculativa", declarou Carlos Seixas do movimento SOS Serra d'Arga, que organizou o protesto juntamente com outros três movimentos, entre eles o SOS Terras do Cávado. "No dia em que se lembrarem de meter uma máquina só, que seja, na serra nós todos estaremos lá para dizer: não avançam, não vão conseguir", disse Vasco Santos, deste último movimento.

Miguel Alves, autarca de Caminha, que discursou perante os manifestantes em representação de todos os municípios da serra d'Arga, declarou: "Daqui de Viana sai uma grande mensagem também para as multinacionais de exploração mineira, de lítio: 'nós somos um povo hospitaleiro, o Minho é de gente hospitaleira, mas aqui no nosso território, aqui na Serra d'Arga não são bem-vindos".