O Jogo ao Vivo

AdAM

Autarcas do Alto Minho reuniram com ministro para reafirmar ultimato à empresa da água

Autarcas do Alto Minho reuniram com ministro para reafirmar ultimato à empresa da água

Os autarcas dos sete municípios acionistas da Águas do Alto Minho (AdAM) reuniram esta sexta-feira com o Ministro do Ambiente, Matos Fernandes, para exigir uma mudança no desempenho da empresa. Na reunião ocorrida esta tarde comunicaram ao governante as razões do ultimato que fizeram à AdAM esta semana.

Em causa estão os problemas, como erros de faturação, cobrança de valores "exorbitantes" e deficiente atendimento presencial e telefónico, que se arrastam desde a criação da AdAM em janeiro de 2020 e que tem gerado uma onda de protestos por parte da população. Os municípios fizeram esta semana um ultimato à empresa constituída no distrito de Viana do Castelo em parceria com a Águas de Portugal (AP), estabelecendo como prazo limite antes de "tomar medidas", a emissão da próxima fatura.

Fonte ligada à AdAM adiantou que Matos Fernandes terá reconhecido a legitimidade das reclamações dos munícipes e garantido aos autarcas que irá acompanhar de perto a situação. E que em breve será divulgado um comunicado da empresa.

Em conferência de imprensa na passada quarta-feira, os autarcas dos sete municípios (Viana do Castelo, Caminha, Valença, Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira, Arcos de Valdevez e Ponte de Lima), vincaram: "Não há outro caminho senão mudar o serviço". Refutaram por agora a possibilidade de reversão do sistema de gestão da águas para os municípios. Exigiram que "se vire uma página na dececionante vida da AdAM" e que se inicie "um novo ciclo de credibilização, de dedicação à comunidade e de investimento". "Basta de erros, de promessas, de faturas fora de horas, de códigos de pagamento caducos, de valores exorbitantes, estimativas irrealistas, telefones não atendidos e de comunicação errática", escreveram num comunicado lido pelo autarca de Viana, José Maria Costa, apresentando aos munícipes "um sincero pedido de desculpas".

Nos últimos dias clientes têm formado longas filas à porta das lojas da empresa para reclamar das faturas. "Estou aqui desde as 8.30 horas. Quando cheguei já aqui estavam pessoas. Vim reclamar porque estão-me a cobrar novamente três faturas que já paguei no ano passado. Tive de vir aqui porque eles não atendem os telefones", contou ao Jornal de Notícias Fátima Duro, residente naquela cidade, resumindo queixas de outros clientes que faziam fila à porta das instalações da AdAM em Viana do Castelo.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG