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Câmara de Viana vai invocar "interesse público" para abater plátanos no Cabedelo

Câmara de Viana vai invocar "interesse público" para abater plátanos no Cabedelo

A Câmara Municipal de Viana do Castelo vai invocar "interesse público" para prosseguir com o abate de plátanos na Avenida do Cabedelo, onde pretende construir uma rotunda.

Está previsto o derrube de cerca de 20 árvores numa alameda com 170. Ao início dos trabalhos, esta segunda-feira de manhã, a associação dos moradores do Cabedelo avançou com o embargo extrajudicial da obra. Um mecanismo legal que permite a suspensão imediata dos trabalhos até decisão do Juiz.

O Presidente da Câmara, José Maria Costa, afirma que aquela autarquia irá agir de forma célere para contornar a ação. "Vamos pedir que seja levantado o embargo da intervenção. Este é um projeto de relevante interesse público", declarou, considerando, de resto, que o derrube das referidas árvores é "uma intervenção muito pontual".

"Estamos a falar de plátanos que a antiga JAE plantava quando construía estradas nacionais e que não têm valor ambiental", disse, adiantando que, para "minimizar o impacto" do abate de 20 plátanos dos 170 existentes no local, prevê "a plantação de 200 árvores resinosas e folhosas autóctones".

A associação de moradores do Cabedelo tem agora cinco dias para formalizar o embargo extrajudicial no Tribunal de Viana do Castelo. "O nosso objetivo não é inviabilizar o acesso ao porto de mar. Isto que fique bem claro. O que nós queremos é procurar uma alternativa a este traçado que evite o corte de árvores", declarou Mariana Rocha Neves, porta-voz da associação de Moradores. "Sempre estivemos convencidos de que esta obra seria feita através de um cruzamento, através do abate de três ou quatro árvores", sublinhou.

Segundo aquela representante, "existe um pedido do INCF para classificar este arvoredo como de Interesse Público, pela sua idade, porte e enquadramento paisagístico".

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