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Documentos da censura do espólio de Pacheco Pereira em exposição em Viana do Castelo

Documentos da censura do espólio de Pacheco Pereira em exposição em Viana do Castelo

A exposição intitula-se "Proibido por inconveniente - Materiais das Censuras no Arquivo Ephemera", e já esteve patente ao público, este ano, por altura do 25 de abril, em Lisboa. A partir de hoje, 5 de outubro, até dia 30, poderá ser visitada nos antigos Paços do Concelho, na Praça da República em Viana do Castelo.

Inclui materiais da censura, desde jornais e livros e revistas, a discos, autos, relatórios e publicações clandestinas, do espólio pertencente à Ephemera, biblioteca e arquivo do historiador José Pacheco Pereira. Sobre esta iniciativa que mostra exemplos das várias censuras do Estado Novo. Pacheco Pereira escreveu, na altura da exposição em Lisboa, que esta "tem uma intenção a que podemos chamar pedagógica, mostrar o que é a Liberdade, pela sua negação".

Num texto divulgado em abril, intitulado "A censura e a defesa do respeitinho", cita Salazar. "Só existe aquilo que o público sabe que existe".

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Considera que "o grande feito da censura, existente durante 48 anos, foi deixar como herança, até aos nossos dias, uma nostalgia de um Portugal onde todos se entendiam, onde havia "consenso", onde todos trabalhavam pelo "bem comum", sem corrupção que não fosse o roubo do pão pelos necessitados, onde havia "respeito" e boa educação". Uma "nostalgia perversa do Portugal da ditadura", que afirmou conhecer por experiência própria. "O país que não podia vir a público, ou seja, o país "real" como agora se diz, era muito diferente do que conseguia emergir nos jornais e nos livros, mesmo na imprensa clandestina", escreveu.

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