Viana do Castelo

Embaixada do Brasil visita Estaleiros de Viana

Embaixada do Brasil visita Estaleiros de Viana

Uma delegação da embaixada do Brasil, acompanhada pelo presidente da Empordef, está de visita, esta quinta-feira, aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para conhecer o "patrulha" português.

Fonte da administração da empresa acrescentou tratar-se de uma visita "solicitada há um mês" pelo embaixador do Brasil, para conhecer a construção, em curso, do Navio Patrulha Oceânico (NPO) de fabrico totalmente português.

"Dentro das competências e funções diplomáticas, o senhor embaixador solicitou uma apresentação da empresa e uma visita ao NPO", explicou ainda.

Em Novembro, uma delegação da Armada do Brasil também visitou os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), então para conhecer os métodos de trabalho da empresa e as construções em curso, nomeadamente militares.

Na altura, o adido de Defesa Naval na embaixada do Brasil em Lisboa, explicou à Lusa tratar-se de uma visita técnica, que integrava o próprio director do Centro de Projectos de Navios da Marinha brasileira.

Em fase final de construção encontra-se o segundo NPO para a marinha nacional, o NRP Figueira da Foz, depois de em Abril de 2011 ter sido entregue o primeiro desta série, o NRP Viana do Castelo, já totalmente integrado no dispositivo naval português.

"É do conhecimento público que a Marinha do Brasil vai precisar de navios destes, de Patrulha Oceânica. O Brasil não esconde o interesse neste tipo de navios, mas nesta fase estamos a falar de visitas técnicas", sublinhou Alexandre Dias, adido militar do Brasil em Lisboa.

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No final de 2010, o então secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, admitiu aos trabalhadores dos ENVC que decorriam negociações com o Brasil para a venda de navios militares, do modelo NPO.

Em cima da mesa estava a possibilidade de construção do mesmo tipo de navio, que custa cerca de 50 milhões de euros, podendo receber até 67 pessoas, numa tripulação de 38 elementos.

Além do Brasil, haveria interesse das Armadas de Moçambique, Angola e de Timor-Leste neste tipo de navio.

Estes "patrulhas" têm 83 metros de comprimento, podem receber um helicóptero Lynx, estão equipados com duas lanchas que podem transportar 25 pessoas e receber condições para reabastecer helicópteros em alto mar e assim aumentar o alcance das missões aéreas.

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