Covid-19

Empresa de transportes Avic suspende quase todas as ligações no Minho

Empresa de transportes Avic suspende quase todas as ligações no Minho

O grupo de transportes de passageiros Avic, com sede em Viana do Castelo, suspendeu praticamente todas as suas ligações na região do Minho.

Com um total de sete empresas, 280 autocarros e cerca de 400 trabalhadores, o grupo tem "99 por cento da sua frota parada", segundo administrador Valdemar Cunha. "O grupo está parado. Mantemos apenas serviços mínimos para assegurar algumas linhas de trabalho", afirmou o empresário.

No universo do grupo, que maioritariamente serve os dez concelhos da região do Alto Minho, sendo mesmo o principal operador daquela região, todas as ligações foram suspensas. Valdemar Cunha adianta que "quatro mini-autocarros" continuam a circular diariamente em linhas urbanas em várias freguesias de Viana do Castelo, para "garantir transporte a trabalhadores do hospital, farmácias, grandes superfícies e fábricas".

E a empresa mantém também, pelo mesmo motivo, "dois horários para cada lado entre Viana do Castelo e Ponte de Lima, um horário entre Braga e Arcos de Valdevez e duas carreiras na zona dos Arcos também por necessidade eminente de trabalho". "É para manter a mobilidade mínima, com rácio de duas, três pessoas e, por vezes, zero. Nós até conhecemos os passageiros. Mantivemos esta decisão, porque se trata de um caso de emergência para servir atividades necessárias", afirmou o administrador do grupo Avic.

"Depois de estudar parar a rede toda, mantivemos na semana e ainda hoje esses casos pontuais, mas é uma situação a ser avaliada", acrescentou.

O município de Melgaço no Alto Minho foi um dos que esta segunda-feira anunciou a suspensão da carreira pública de passageiros entre aquele concelho e Viana do Castelo, que estava assegurada pelo grupo Avic.

Valdemar Cunha comentou: "O país está parado em termos de autocarros. Há uma preocupação enorme de todas as transportadoras. A situação [antes do coronavirus] já era dramática, mas agora estamos em coma. Não sei como vai ser o relançar, mas venha a saúde e vão-se os anéis".

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