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Ex-autarca de Viana publica livro que pretende ser "pedrada no charco" nas relações Portugal-Angola

Ex-autarca de Viana publica livro que pretende ser "pedrada no charco" nas relações Portugal-Angola

O antigo presidente de Câmara de Viana do Castelo, Carlos Branco Morais (1990-1994), lançou este sábado o livro "ANGOLA 1972-1973 - As Espadas e a Política".

Uma obra que, segundo o autarca com 75 anos, pretende ser "uma pedrada no charco" no que tocas às relações entre Portugal e Angola. Numa sessão pública na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, este sábado de manhã, Carlos Branco Morais, referiu que o seu livro reúne escritos com mais de 40 anos, baseados em factos reais que só agora puderam ser revelados. "Este livro começou a ser escrito em 1972 no Norte de Angola, depois foi reescrito e só agora é que pôde ser publicado.

Agora poderá não ferir ninguém, porque refiro e identifico as pessoas todas que praticaram ações, quase todas boas, mas uma ou outra poderá ser menos boa ou entendida como tal, e [os autores] serem penalizados, sobretudo em Angola", afirmou Branco Morais, referindo que a sua obra "é diferente na forma como está escrita". "É um livro apresentado numa linguagem simples, didática, com textos curtos e num estilo que julgo moderno, embora reportando a um tempo que já lá vai. Sobretudo, espero que venha a constituir uma pedrada no charco destas questões que tem a ver com o relacionamento entre Angola e Portugal", declarou, concluindo que a obra tem também subjacente a sua vontade de "deixar testemunho". E que "contribua para a melhoria da comunidade local (Viana do Castelo), do país e de Angola porque também por lá passei. No fundo, no espaço onde eu foi feliz", disse.

Na contracapa do livro "ANGOLA 1972-1973 - As Espadas e a Política", pode ler-se que este "é dedicado a todos quantos, europeus ou africanos, participaram com dignidade e ética, tanto de um lado como do outro, nas Guerras de Portugal em África". E o autor descreve que na obra "sobressaem factos e acontecimentos ocorridos em Angola, em 1972 e 1973, ainda sob administração portuguesa, enquadrando-os na história da presença lusitana em África e na política para a resolução do conflito militar, entre autodeterminação e independência, que melhor pudesse servir o interesse do povo angolano".

Carlos Branco Morais foi eleito autarca em Viana em 1990 e cumpriu apenas um mandato. Este sábado, encheu uma sala na apresentação da sua obra e deu autógrafos ao longo de mais de uma hora.

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