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Gestão do Coliseu em Viana atrai empresários

Gestão do Coliseu em Viana atrai empresários

A associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) pôs o dedo no ar, declarando--se empenhada em fazer parte da gestão do Coliseu, edifício multiusos riscado por Souto de Moura e que está na fase de acabamentos, prevendo-se que seja inaugurado a 18 de junho.

"Estamos aqui há 162 anos e sentimo--nos com capacidade para intervir. Temos de ser ouvidos sobre a questão da gestão do Coliseu. Queremos ir a jogo. Depois veremos se temos pata para dar o coice", afirma Luís Ceia, 47 anos, presidente da AEVC, acrescentando que vai formalizar este interesse junto do presidente da Câmara local.

Apesar de ainda desconhecer tanto a planta do edifício como os planos do município para o Coliseu, Ceia acha que a associação não pode ficar de fora do processo da gestão deste equipamento.

O Coliseu concluirá o projeto de requalificação da frente ribeirinha, da autoria de Fernando Távora, que a partir de uma praça definida por uma escultura de José Rodrigues e dois edifícios desenhados pelo pai da Escola de Arquitetura do Porto, integra, a montante da foz do Lima, a biblioteca, da autoria de Álvaro Siza.

José Maria Costa, presidente da Câmara de Viana do Castelo, escusou-se a comentar a pretensão da AEVC, alegando não conhecer o teor das declarações de Ceia.

Com uma área de 3792 m2, o Coliseu foi pensado como um equipamento muito flexível, capaz de receber eventos desportivos, espetáculos, e esteve encalhado por falta de dinheiro.

A construção foi retomada após a chegada de um financiamento de 10 milhões de euros, canalizado pela CIM do Alto Minho, pelo que ficou tacitamente estabelecido que a sua gestão seria supramunicipal.

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