Pesca

Governo levantou restrições à pesca da lampreia no rio Minho

Governo levantou restrições à pesca da lampreia no rio Minho

A pesca da lampreia nas pesqueiras do rio Minho, que estava proibida na margem portuguesa, foi retomada na terça-feira à noite por determinação do Governo.

Segundo o presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista, o próprio foi informado da alteração pela secretaria de Estado da Defesa, na terça-feira à tarde. Em causa estava a proibição da utilização das pesqueiras, que povoam margens do Minho - do lado português entre Monção (Lapela) e Melgaço -, por ser considerada pesca desportiva ou lazer. Segundo o autarca, para alterar a situação, que deu azo a uma manifestação dos pescadores na passada quinta-feira, a tutela "reenquadrou" aquele tipo de pesca como "atividade económica".

Segundo adiantou ao JN o comandante da Capitania do Porto de Caminha, Pedro Santos Jorge, este ano foram emitidas 151 licenças para pescar lampreia na margem portuguesa. Os proprietários estavam, contudo, impedidos de exercer a atividade fruto das orientações emanadas pelo Governo de Portugal para o confinamento, que apenas permitem a pesca profissional.

Do lado espanhol a mesma atividade estava permitida, de acordo com a orientação da Junta da Galiza.

Aquela é uma pesca ancestral e solitária, em que o pescador coloca uma rede em seculares muros altos de pedra, construídos ao longo da margem, e regressa horas depois ou no dia seguinte para retirar o peixe. Os pescadores ansiavam por voltar a armar as redes, antes que a época termine a 16 de maio (às 8 horas). "Espero que não tendo tido a possibilidade de utilizar toda a temporada, esta parte final seja profícua para os pescadores. Sei que há imensa lampreia no rio e por isso que possam compensar esta paragem", declarou o autarca Manoel Batista, que esteve ao lado dos utilizadores das pesqueiras na luta pela reativação.

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