Viana do Castelo

Idoso morre atropelado pelo autocarro da excursão  

Idoso morre atropelado pelo autocarro da excursão  

Um morto e cinco feridos é o resultado de um acidente com um autocarro que, ao que tudo indica, terá ficado sem travões, em plena Quinta do Santoinho. PSP investiga sinistro e empresa de transportes abre inquérito.

Acabou em tragédia o que era suposto ser um momento de alegria e diversão. Um acidente com um autocarro, que se encontrava já no interior de um complexo de animação situado em Darque, Viana do Castelo, viria, ontem, a roubar a vida a um octogenário de Vila Verde, causando, ainda, ferimentos ligeiros a outras cinco pessoas.

Segundo o testemunho de muitos, o veículo "ficou sem travões" e colheu as pessoas que se encontravam à sua frente. Não descartando a hipótese, a empresa proprietária do autocarro (Transdev) assumiu já as responsabilidades pelo sucedido e anunciou a abertura de um inquérito, para apurar as causas do sinistro, que pôs fim à Festa Concelhia do Idoso, que a Câmara de Vila Verde promove, há uma década, no "Santoinho".

Ao local, acorreram, de imediato, as duas corporações de bombeiros da cidade e a equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação(VMER ) do Centro Hospitalar do Alto Minho, mas já nada havia a fazer por José Correia, de 83 anos, que teve morte imediata. Além dos feridos conduzidos ao Hospital de Viana do Castelo (quatro mulheres e um homem, com idades entre os 52 e os 81 anos), o motorista do autocarro viria, também, a dar entrada naquela unidade de saúde, em estado de choque.

À hora de fecho desta edição, permaneciam hospitalizados em Viana do Castelo duas mulheres e o motorista do autocarro, estimando fonte daquela unidade que tanto os feridos como o condutor pudessem vir a ter alta durante a noite. Transferida para o Hospital de S. Marcos, em Braga, viria, contudo, a ser uma das sinistradas, com uma fractura num braço.

Em comunicado, tornado público pouco depois do acidente (ocorrido por volta do meio-dia), a Câmara de Vila Verde afirmou lamentar "profundamente" o sucedido e afiançou que está a acompanhar "de perto" a situação dos sinistrados, tendo disponibilizado meios humanos e técnicos para "prestar apoio" tanto às vítimas como a familiares. O líder do executivo municipal, José Manuel Fernandes, passou a tarde de ontem no hospital vianense, afirmando-se "de rastos" com a trágica ocorrência. "Agora, quero apenas que a polícia investigue o que realmente aconteceu, para atribuir responsabilidades", asseverou. No que concerne à viagem dos idosos a Viana do Castelo, acrescentou que a Câmara "cumpriu todos os trâmites legais", assinalando que "as responsabilidades relativamente aos seguros competem à empresa transportadora".

A vontade do autarca em apurar com exactidão o que causou o acidente no "Santoinho" poderia funcionar como denominador comum para os cerca de 1200 convivas que a Câmara de Vila Verde levou, ontem, ao arraial vianense, idosos que não conseguiam encontrar explicações para a trágica ocorrência.

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"Estava de pé e à espera de sair, junto ao condutor, quando tudo aconteceu. De um momento para o outro, o autocarro como que se desprendeu e atingiu um grupo de pessoas. Começámos todos a gritar. Ninguém queria acreditar no que estava a ver. Antes de virmos para o "Santoinho", estivemos em Santa Luzia (santuário que fica no topo de uma serra) e o autocarro tinha travões", confidenciou, ainda mal refeito do susto, João Silva, que seguia no autocarro que causou o acidente.

António Carvalho, residente em Oleiros, Vila Verde, que seguia, também, no veículo, acrescentou: "Após atingir as pessoas, o autocarro parou com uma força tal que nos projectou a todos. Eu bati no banco da frente e a pancada que apanhei ainda me dói no peito". No meio do pânico, disse que conseguiu ouvir o motorista do pesado de passageiros comentar, a alta voz: "Ai meu Deus, que estou desgraçado!"

A PSP de Viana do Castelo prossegue investigações para apurar a causa do acidente.

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