O Jogo ao Vivo

Viana do Castelo

Prédio Coutinho sem gás e com segurança apertada

Prédio Coutinho sem gás e com segurança apertada

O serviço de gás foi cortado no Edifício Jardim (prédio Coutinho) em Viana do Castelo. Algumas das 11 frações ainda não expropriadas continuam habitadas apesar de o prazo para saída voluntária dos moradores ter terminado na segunda-feira.

Sob vigilância continua da PSP e segurança privada desde o início da semana, as entradas e saídas do imóvel estão cada vez mais controladas. O advogado dos moradores entrou no prédio esta manhã para reunir com as pessoas que continuam a resistir ao despejo. Ontem permaneciam no interior do edifício 10 pessoas, segundo declarações do causídico.

Recorde-se que a VianaPolis, sociedade gestora do programa Polis, tem desde o ano 2000 intenção de demolir o imóvel de 13 andares. A expropriação do prédio tem sido um longo calvário, com os 300 moradores iniciais a sair a conta-gotas. E uma persistente luta judicial por parte de quem não quer abandonar as suas habitações.

Na segunda-feira, findo o prazo para abandono voluntário das casas, representantes da VianaPolis entraram no edifício e avisaram que "a luz, a água e a eletricidade seriam cortadas, e que quem saísse não voltaria a entrar". O aviso está agora a ser cumprido, passo a passo. Cortaram a água e o gás, trocaram as fechaduras das entradas principais do imóvel e poderão já ter tomado posse de algumas das últimas 11 frações, cujos proprietários não concordam com a saída.

A informação poderá ser confirmada ainda esta manhã pelo advogado dos moradores, que aguarda ainda comunicação do Tribunal Administrativos e Fiscal de Braga (TAFB) sobre uma providencia cautelar que intentou anteontem para tentar travar o despejo forçado. Na terça-feira, Magalhães Sant'Ana anunciou que o mesmo tribunal aceitou um processo de intimação para proteção de direitos, liberdades e garantias. A VianaPolis terá cinco dias para responder, antes de o tribunal emitir uma decisão.