Viana

Presidente da Câmara chama "criminosos" aos moradores do prédio Coutinho

Presidente da Câmara chama "criminosos" aos moradores do prédio Coutinho

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa (PS) disse, esta quinta-feira, que os moradores das últimas seis frações ainda ocupadas no prédio Coutinho, são "criminosos".

Segundo o autarca, os moradores que resistem à desocupação do imóvel de 13 andares causaram "prejuízos que ultrapassam o meio milhão de euros desde 2016".

As declarações de José Maria Costa foram proferidas durante a reunião quinzenal do executivo vianense, em resposta a uma intervenção dos vereadores da oposição (PSD), sobre a forma como tem decorrido o processo de despejo do prédio.

No dia 24 de junho, às 9 horas, terminou o prazo para saída voluntária do últimos moradores. Seis frações continuaram ocupadas e a sociedade VianaPolis, tomou várias medidas para impelir os ocupantes a sair. Cortou água, gás e eletricidade, e vedou a entrada e saída de pessoas e bens no imóvel, que esteve sempre rodeado de polícia e segurança privada.

O autarca afirmou que "foi tudo feito dentro da lei", e que "os tribunais adjudicaram todas as frações do prédio à VianaPolis", pelo que esta "tem a sua posse efetiva".

"Os moradores são criminosos, porque estão a cometer crimes de utilizar algo que não é seu", disse José Maria Costa, adiantando que "vão ser assacadas responsabilidades aos moradores e aos advogados", através de processos-crime.

José Maria Costa acusou os causídicos de "não colaborar com a Justiça". Disse também que será pedido "o ressarcimento da VianaPolis" pelos prejuízos que o arrastar do processo no tempo está a causar. "Estamos a contabilizar os custos desta situação. Posso dizer que ultrapassam o meio milhão de euros desde 2016", declarou.

Aguarda-se nesta altura a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) sobre uma última Providência Cautelar, interposta pelos moradores e que a VianaPolis contestou. E a que, segundo o autarca, "juntou todos os processos anteriores e que tiveram sentenças favoráveis àquela Sociedade".

Finalmente, quanto ao futuro mercado municipal que será construído no local do prédio Coutinho, após as sua demolição, referiu: "Gostaríamos de começar já a obra, mas temos pessoas que estão a obstruir a justiça".