Covid-19

Lar de Viana do Castelo em quarentena voluntária: "É uma medida para evitar o flagelo"

Lar de Viana do Castelo em quarentena voluntária: "É uma medida para evitar o flagelo"

O lar do Centro Social e Paroquial de Lanheses em Viana do Castelo está há seis dias dias em quarentena voluntária para a proteção de 34 idosos. Uma equipa de dez profissionais abraçaram o isolamento como medida para evitar "o flagelo", que atinge lares em vários países. Para 6 de abril está prevista a entrada de uma nova equipa.

"Este tipo de práticas já devia ter acontecido há muito tempo. Podia-se ter-se evitado este flagelo que está a atingir muitos lares", afirma Vasco Araújo, diretor executivo da instituição, que também está de quarentena e apela "ao contágio" desta medida para outros lares em Portugal. "É o melhor que podemos fazer para preservar este tipo de comunidades. Cada minuto que deixamos passar é mais um idoso que colocamos em risco. Isto é uma luta entre preservar a vida e deixar que a morte acabe por entrar", diz.

A primeira equipa que começou a quarentena no dia 23 de março, inclui além do diretor, que é psicólogo, a assistente social, a cozinheira, o enfermeiro e os auxiliares de ação direta e de serviços gerais. "O ambiente aqui é fabuloso. Nunca funcionamos tão bem do ponto de vista organizacional. Estamos todos muito motivados. Há uma entreajuda muito grande, o que facilita tudo aqui dentro", afirma Vasco Araújo, referindo que no lar acabaram também por "adotar um espírito de comunidade e chamar os utentes mais funcionais a participar nas tarefas".

Com uma capacidade instalada de internamento de 30 utentes, o lar de Lanheses acolheu mais quatro que estavam em centro de dia e apoio domiciliário, e que acabariam, nesta fase de pandemia, por ficar sem resposta. No próximo "turno", que começa dentro de duas semanas, a nova equipa incluirá uma enfermeira voluntária. "Se fizer falta um terceiro período voltará o grupo que está atualmente. Esta quarentena vai durar enquanto pudermos e tivermos energia", garante Vasco Araújo, concluindo: "A pergunta que se nos colocou quando isto começou foi: como é que vamos estar com a nossa consciência quando tudo isto passar? Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance?".

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