Viana do Castelo

Leilão dos estaleiros de Viana rende mais de 45 mil euros

Leilão dos estaleiros de Viana rende mais de 45 mil euros

Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo encaixaram, esta terça-feira, mais de 45 mil euros com o leilão de automóveis, equipamento de cozinha, de escritório e pesado, vendido a sucateiras e a um ex-trabalhador daquela empresa pública.

O primeiro destes leilões, no âmbito do encerramento da empresa e subconcessão dos terrenos e infraestruturas ao grupo Martifer, envolvia dois automóveis ligeiros de passageiros e rendeu aos estaleiros 4.750 euros.

Uma dessas viaturas de serviço, com 375 mil quilómetros, foi vendida a um ex-trabalhador dos ENVC, que se escusou a explicar o interesse no automóvel. Conseguiu adquirir este Opel Vectra, de 2005, por 3.600 euros, mas apenas ao fim mais de uma dezena de lances.

"Já me custa muito entrar aqui (na empresa, para o leilão)", disse apenas o ex-trabalhador Diamantino Matos.

O segundo automóvel foi vendido a uma empresa local que negoceia viaturas novas e usadas.

Tal como os restantes leilões do dia de hoje, tratam-se ainda de propostas de adjudicação de venda, sujeitas a ratificação pela administração dos ENVC até ao final da semana.

Durante a manhã, a empresa vendeu também três lotes de material de escritório, incluindo mesas e cadeiras, adquiridos por duas empresas de sucata e tratamento de resíduos por um valor total de 1.262 euros.

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No mesmo procedimento foi vendida ainda a cozinha completa dos ENVC, incluindo mesas e cadeiras do refeitório utilizado até ao mês passado por mais de 600 trabalhadores. Neste caso a venda foi feita por 8.500 euros, também a uma empresa de separação de resíduos.

O último leilão desta terça-feira envolveu a venda à empresa Júlio Rodrigues Lda., de Gondomar, de 167 cavaletes metálicos, material utilizado na sustentação de blocos de aço e chapas de várias de toneladas de peso durante a construção de navios.

Após licitação, o melhor preço foi de 258,50 euros por tonelada, estimando a empresa vencedora um peso total entre 100 a 120 toneladas, podendo os estaleiros encaixar nesta venda mais de 31 mil euros.

"Será material para colocar no mercado ou para sucata. Infelizmente para os estaleiros, o encerramento desta empresa representou uma oportunidade de negócio", admitiu o representante da empresa vencedora do leilão dos cavaletes, Pedro Rodrigues.

Estes leilões têm vindo a realizar-se nos estaleiros desde março. Contudo, grande parte destes não recebeu qualquer proposta, devendo ser retomados nos próximos dias, após revisão dos valores base pedidos pela administração.

A 15 de abril, os ENVC arrecadaram 71.885 euros em três leilões de empilhadores, máquinas de escavação, de carga e meios de elevação móvel.

Estão ainda agendados para os próximos dias leilões de equipamentos de metalomecânica e de equipamentos de navios.

A administração dos ENVC espera concluir este mês a venda de vário material móvel da empresa - cerca de 20 mil itens - que ficou fora do concurso da subconcessão.

Esse processo está a ser assegurado por cerca de 40 trabalhadores dos ENVC que, à semelhança dos restantes cerca de 550, aceitaram as rescisões amigáveis dos contratos mas continuam ao serviço, sendo por isso os últimos a saírem da empresa pública.

A West Sea, criada pelo grupo Martifer, quer assumir a subconcessão dos ENVC a 2 de maio, já com uma carteira de encomendas de reparação e construção naval definida, disse à Lusa fonte oficial da empresa.

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