Ambiente

Manifestação em Viana contra "exploração mineira a céu aberto" 

Manifestação em Viana contra "exploração mineira a céu aberto" 

Sete movimentos e associações ambientais apelaram ao Governo para ouvir as populações. Ministro anunciou que não haverá concurso para a pesquisa de lítio em Boticas e Montalegre.

"Galamba escuta, o povo está em luta", foram palavras de ordem gritadas este sábado numa manifestação que percorreu as ruas da cidade de Viana do Castelo. Sete movimentos, entre os quais os de Montalegre e Boticas, e associações ligadas à causa ambiental, juntaram-se num protesto, que tinha como alvo o secretário de Estado da Energia, João Galamba.

O governante tinha agendada uma reunião com autarcas da região, que foi desmarcada. A manifestação manteve-se, com as baterias apontadas à tutela e "à forma como se pretende fazer a exploração mineira" em Portugal, com minas a céu aberto.

Este sábado, enquanto os manifestantes percorriam as ruas de Viana, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, anunciou em Gondomar, no Porto, que o Governo não vai avançar com concurso público para a pesquisa de lítio em Boticas e Montalegre, duas das nove áreas identificadas como tendo grande potencial, por já existirem licenças de prospeção atribuídas. Garantiu ainda que a exploração avançará ou não conforme o resultado de um estudo de impacte ambiental que está atualmente em curso.

Concertinas, bombos e castanholas, algumas tocadas por populares de aldeias da serra d'Arga animaram a manifestação em Viana. Participaram os movimentos SOS Serra d'Arga, Terras do Cávado e Cabreira, de Defesa da Serra da Peneda e Soajo, de Defesa do Ambiente e do Património do Alto Minho, Montalegre com Vida e Povo e Natureza do Barroso. E ainda representantes do PSD e CDU.

"Espero que o Governo comece a ouvir a população, porque a gente está a mobilizar-se cada vez mais. As pessoas estão a ficar saturadas e extremamente desiludidas", disse Armando Pinto do Montalegre com Vida. "O lítio em si não é um problema. O problema é a forma como querem fazer a exploração com minas a céu aberto, que vão poluir a água, o ar e o solo", defendeu Vasco Santos do Movimento Terras do Cávado.

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