Demolição

Máquina que vai erradicar o prédio Coutinho da paisagem de Viana chegou esta manhã

Máquina que vai erradicar o prédio Coutinho da paisagem de Viana chegou esta manhã

Chegou esta manhã a Viana do Castelo, a máquina com pinça demolidora com um alcance de 38 metros, que vai concretizar a demolição do prédio Coutinho.

O equipamento chegou junto ao imóvel de 13 andares cerca das 7 horas. Devido às suas grandes dimensões, demorou cerca de uma hora a entrar na cidade.

Após a operação de montagem, a máquina iniciará os trabalhos de "demolição pesada" no início da próxima semana. Até agora, decorreu a obra de desmantelamento interior das 105 frações do edifício, com retirada à mão de todos os equipamentos e materiais.

A máquina demolidora erradicará agora o prédio Coutinho da paisagem da cidade de Viana até março de 2022, triturando o seu esqueleto, piso por piso, desde o topo até ao solo, num sistema idêntico ao que foi utilizado para demolir três das cinco torres do Bairro do Aleixo, no Porto. Duas foram derrubadas por implosão.

Para concretizar a operação, a sociedade Viana Polis alargou o perímetro de segurança ao redor do edifício e cortou o trânsito na rua fronteira.

A obra foi adjudicada à empresa Baltor (Viana do Castelo), pelo valor de 1,2 milhões de euros.

Em agosto, o Ministro do Ambiente, Matos Fernandes, declarou que após demolição do polémico imóvel, construído no início da década de 70 em pleno centro histórico, Viana poderá candidatar-se a património da Unesco.

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A demolição do Edifício Jardim (conhecido por prédio Coutinho, em alusão ao seu construtor já falecido, Fernando Coutinho) foi anunciada em junho de 2000, no âmbito do programa Polis. Avançou formalmente em agosto de 2021, com primeiros trabalhos preliminares e deverá concretizar até março de 2022.

Já tinha havido uma primeira tentativa de o demolir em janeiro de 1975, quando a Comissão Administrativa da Câmara de Viana pediu 70 mil contos (350 mil euros) ao ministro da administração interna, para o efeito, sem sucesso. Nos anos 80, a autarquia chegou a ponderar reduzir o imóvel a cerca de metade.

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