Viana do Castelo

Ministério alega "segurança para todos" para impedir criança de ir à escola

Ministério alega "segurança para todos" para impedir criança de ir à escola

O Ministério da Educação assumiu, esta quarta-feira, que a decisão de impedir uma criança hiperativa, de seis anos, de frequentar a escola, em Viana do Castelo, foi tomada em conjunto por médicos e direção da escola para "segurança de todos".

Segundo fonte do Ministério tutelado por Nuno Crato, contactada pela Agência Lusa, a "ausência temporária do menino" da escola, que, esta quarta-feira, foi impedido de frequentar o espaço, "prende-se com uma medida concertada" entre a equipa médica pedopsiquiatra, docentes da educação especial, direção da escola e assistente social, que acompanham o caso.

"De forma a garantir a segurança de todos, estes acordaram a permanência do aluno na sua residência até que a medicação o estabilizasse do ponto de vista comportamental", esclareceu ainda a fonte.

A criança, de seis anos, foi impedida pela direção escolar de frequentar o estabelecimento de ensino por alegadamente estar "suspensa" devido ao comportamento hiperativo.

Durante cerca de uma hora, a criança e os avós, que assumiram a tutela desde o primeiro ano de vida do menor, estiveram à porta da Escola da Avenida, na cidade de Viana do Castelo, mas da parte da direção receberam apenas o pedido para terem "paciência" e que a criança estava "suspensa" devido ao seu comportamento.

"Ele é hiperativo, não para um segundo e isso é verdade. Não tem mais nada de especial e estava a ser acompanhado por uma especialista aqui na escola, porque em casa o comportamento é praticamente normal", explicou Vítor Araújo, o avô.

A situação e os alegados conflitos da criança na turma do primeiro ano que frequenta naquela escola são conhecidas desde setembro, nomeadamente com episódios de violência até sobre alguns colegas, professores e auxiliares, mas tudo se agudizou na semana passada.

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"Numa destas crises, partiu um vidro e o Agrupamento de Escolas deu ordem que quando acontecesse alguma coisa do género tinha de ir para o hospital. Mas nós só fomos avisados quando ele já estava lá", acrescentou Ana Paula Silva, a encarregada de educação, que trabalha a poucos metros da escola.

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