Viana do Castelo

Pai e filho autorizados a sair do prédio Coutinho com garantia de regresso

Pai e filho autorizados a sair do prédio Coutinho com garantia de regresso

A VianaPolis autorizou a saída de pai e filho de uma das frações ainda ocupadas do prédio Coutinho, para irem visitar a esposa e mãe ao hospital, cujo estado de saúde se agravou.

A sociedade gestora do programa Polis garantiu que pai e filho podiam sair e "regressar a qualquer momento".

O estado de saúde da esposa de Agostinho Correia de 88 anos, que se encontra internada, agravou-se. O morador saiu acompanhado pelo filho mais novo, também de nome Agostinho Correia, que o tem acompanhado na luta de permanência no edifício. "A minha mãe está a viver os seus últimos momentos e eu vou ter de sair. O nosso advogado falou com o senhor presidente da Câmara e teve a garantia e a palavra de honra do autarca José Maria Costa que podemos sair e depois voltaremos a entrar", disse, desabafando: "Lamento não ter tido a oportunidade de me despedir da minha mãe. E não sei se vou a tempo de o fazer".

Onze pessoas resistem desde segunda-feira passada no interior do prédio Coutinho, sem os serviços básicos (água, luz e gás) e com água, comida e comunicações racionadas. Em causa está a luta contra a demolição prevista há já 19 anos e a recusa em deixar as suas habitações. Estão ainda ocupadas seis das 105 frações do imóvel. Têm à sua espera 1,2 milhões de euros em indemnizações, a dividir em partes iguais por seis frações (T3) ou apartamentos em dois edifícios na cidade. Mas resistem.

Nos últimos sete dias, a VianaPolis, avançou com várias medidas para impelir os resistentes a sair. A ordem era que se saíssem não poderiam voltar a entrar, tal como aconteceu com três proprietários no dia 24, depois da 9 horas. Na sua ausência foram selados os seus apartamentos. Este domingo, concedeu, pela primeira vez, uma saída provisória. No sábado, fez entrar no prédio garrafões de água para os moradores.

A demolição do Edifício Jardim (conhecido como prédio Coutinho) está prevista pela VianaPolis desde o ano 2000. A expropriação iniciada em 2006, foi desde sempre contestada nos tribunais pelo habitantes do edifício, mas resultaram sempre com decisões favoráveis à sociedade Polis de Viana.

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