Viana do Castelo

Ação cautelar de moradores embarga abate de 20 plátanos no Cabedelo

Ação cautelar de moradores embarga abate de 20 plátanos no Cabedelo

A Associação de Moradores do Cabedelo, em Viana do Castelo, avançou com o embargo extrajudicial dos trabalhos de abate de 20 plátanos numa avenida que liga a EN13 à praia e à zona habitacional da localidade.

A empreitada ia ser iniciada esta segunda-feira. Durante a manhã, cerca de 50 pessoas juntaram-se no local, sob a fiscalização da PSP. E, ao arranque dos trabalhos, a associação fez o embargo. Três dos seus elementos foram identificados e o encarregado de obra foi notificado da ação cautelar, um mecanismo legal que permite a suspensão imediata dos trabalhos.

A associação tem agora cinco dias para formalizar o embargo extrajudicial no Tribunal de Viana do Castelo. "O nosso objetivo não é inviabilizar o acesso ao porto de mar. Isto que fique bem claro. O que nós queremos é procurar uma alternativa a este traçado que evite o corte de árvores", declarou a porta-voz Mariana Rocha Neves. "Sempre estivemos convencidos de que esta obra seria feita através de um cruzamento, através do abate de três ou quatro árvores". Segundo a representante, "existe um pedido do INCF para classificar este arvoredo como de Interesse Público, pela sua idade, porte e enquadramento paisagístico".

O abate das árvores está a provocar uma onda de contestação nas redes sociais e deu origem ao lançamento de uma petição online, que esta segunda-feira já reúne mais de mil assinaturas. Vereadores da oposição (PSD e CDU) na Câmara de Viana (PS) marcaram presença no protesto e anunciaram que vai ser solicitada a realização de uma reunião extraordinária do executivo para debater a questão do abate dos plátanos no Cabedelo.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo justifica o derrube dos 20 plátanos dos 170 existentes no local, com a construção de uma rotunda que servirá os novos acessos ao porto de mar. A autarquia adianta que, para "minimizar o impacto, prevê a plantação de 200 árvores resinosas e folhosas autóctones com grande capacidade de reserva de carbono, como é o caso do Pinheiro-bravo e do Sobreiro nos próximos dois anos em várias áreas do Cabedelo".

"O objetivo desta ação, que orçará cerca de 30 mil euros, é repor, mas também reforçar, a capacidade de sequestro de CO2 naquele território e contribuir também para a melhoria do aspeto cénico, conforto climático e dos locais que podem ser usufruídos", indica a Câmara em comunicado, referindo que a construção da nova rotunda "irá permitir o acesso à nova via com 8,8 quilómetros de extensão a ligar a A28 ao Porto de Viana do Castelo em São Romão de Neiva, com duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura". E acrescenta que a nova via tem por objetivo "descongestionar as vias urbanas do tráfego de veículos pesados, retirando da antiga EN 13 e do interior da freguesia de Darque o tráfego de pesados de e para o porto de mar".

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