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Moradores do prédio Coutinho já têm água e luz mas continuam em alerta

Moradores do prédio Coutinho já têm água e luz mas continuam em alerta

Os moradores do Edifício Jardim (prédio Coutinho), em Viana do Castelo, estão em alerta face ao que pode acontecer nas próximas horas. Acordaram ainda sem água e gás nas suas casas e não lhes foram entregues as chaves das entradas principais do imóvel, cujas fechaduras foram trocadas pela VianaPolis.

Temem que estejam a viver "uma falsa calma", depois de ontem, terem podido sair à rua, porque o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB), aceitou uma Providência Cautelar que fez cair todas as restrições impostas pela sociedade Polis.

A VianaPolis apresentou uma resolução fundamentada que pode, a qualquer momento, cessar o efeito suspensivo da decisão do tribunal. Alguns moradores, que se encontram sozinhos não arriscam sair das suas habitações, com medo de não poder voltar a entrar.

A eletricidade foi restabelecida já ontem no prédio e as saídas e entradas estão hoje permitidas. A água foi religada, esta manhã, e causou uma pequena inundação, originada num passador que estava aberto, e resolvida pelos seguranças privados que continuam no local, tal como a PSP.

Desde dia 24, 11 pessoas resistem à saída voluntária do imóvel de 13 andares, cuja demolição está prevista desde o ano 2000. Das 105 frações, restam seis ocupadas. Ao longo da última semana, a VianaPolis, tomou várias medidas de pressão para demover os moradores de continuarem no prédio.

Água, luz e gás foram cortados, e na sexta-feira, foram executados trabalhos de demolição de paredes nos apartamentos contíguos aos ocupados. O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, visitou os resistentes na sexta-feira à tarde. Foi recebido por alguns. Mas a tentativa de os convencer a sair não deu frutos.