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"Nunca precisei nem lutei por tachos"

"Nunca precisei nem lutei por tachos"

O actual presidente da Câmara de Viana do Castelo, Defensor Moura, marcou esta quarta-feira posição em relação ao seu futuro político, através da emissão de um "artigo de opinião" intitulado "Deportado, não obrigado".

No documento, o autarca deixa claro que por agora "continua a ser" o candidato do PS à autarquia a que preside há 15 anos e que não pretende abandonar a vida política. Numa altura em que muito se especula sobre o destino do autarca no quadro dos actos eleitorais previstos para 2009, uma vez que a sua recandidatura foi recentemente vetada pela Federação Distrital socialista de Viana com a avocação do processo autárquico, Moura emitiu um sinal de que não irá retirar-se de cena. Em jogo estará uma eventual candidatura à Câmara de um dos seus parceiros, o vereador José Maria Costa, por vontade da estrutura distrital do PS, mas cujo avanço dependerá em tudo do rumo a tomar pelo actual autarca.

"(…) continuo a ser candidato à Câmara Municipal da minha terra natal, dado que não tenho conhecimento de qualquer decisão partidária em contrário, já que a federação distrital apenas avocou o poder de decidir sobre isso, mas ainda não decidiu quem será o candidato", escreve Defensor Moura, deixando antever que não aceitará uma eventual candidatura sua a deputado que, nos últimos tempos, lhe tem sido imputada por um circulo eleitoral que não o de Viana do Castelo.

"Seria um desafio interessante protagonizar uma efectiva e activa representação do meu município na Assembleia da República, sendo o porta-voz do pensamento e da experiência de Viana do Castelo que há tantos anos faz falta naquele fórum nacional. Mas sendo, naturalmente, candidato e eleito por Viana do Castelo. Até porque desconheço qualquer acusação fundamentada de malfeitoria, nem sei de qualquer julgamento que me condenasse à deportação", frisa, acrescentando: "Nunca precisei nem lutei por tachos, mas não prescindo da intervenção cívica que norteia a minha vida há cinco dezenas de anos, nem abdico do meu direito democrático de exercer os cargos para que sou escolhido e eleito pelos meus pares e concidadãos". Contactado o líder da Federação Distrital do PS de Viana, Rui Solheiro escusou-se a comentar o artigo e a adiantar quaisquer pormenores sobre o dossiê autárquico de Viana.

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