Viana do Castelo

Prédio Coutinho já não está habitado e pode ser demolido este ano

Prédio Coutinho já não está habitado e pode ser demolido este ano

Treze empresas de todo o país apresentaram-se a concurso para a demolição do Edifício Jardim (prédio Coutinho) em Viana do Castelo. A obra, com valor base de licitação de 1,7 milhões de euros, deverá ser adjudicada em maio e, a correr sem reclamações ao processo, após visto do Tribunal de Contas, deverá avançar no fim do verão.

Segundo Tiago Delgado, administrador executivo da sociedade VianaPolis, o imóvel já está desocupado em termos de habitantes, mas três proprietários ainda não entregaram as chaves dos seus apartamentos. Aquele responsável acredita que a partir de agora a operação, prevista desde o ano 2000 e contestada desde sempre nos tribunais, será "pacífica" e avançará, mesmo, este ano. "Julgo que em setembro ou outubro, será possível iniciar a obra. Tudo indica que 2021 será o ano do início da demolição. Foi pena demorar tanto tempo, mas são as vicissitudes do processo. Felizmente acabamos por chegar a uma situação de não conflito direto, de uma desocupação voluntária, o que não deixa de ser positivo", declarou, comentando: "Finalmente chegamos à luz ao fundo do túnel e da nossa parte tudo faremos para que o processo seja o menos agitado possível".

Segundo Tiago Delgado os "treze concorrentes que se apresentaram a concurso "são da região e de todo o país". "No concurso anterior foram dez. É normal que apareçam bastantes empresas. É uma obra de algum volume, tem uma base de licitação de 1,7 milhões de euros, embora deva ser adjudicada por um pouco menos", referiu Tiago Delgado, adiantando que a DST de Braga, empresa que venceu o concurso anterior, mas acabou por desistir, face ao arrastar do processo, voltou a concorrer.

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"O concurso está a ser analisado e ultimado o relatório de apreciação de propostas. A partir daí é feita a audiência prévia aos concorrentes e terminado o processo estamos em condições de adjudicar, se não houver reclamações, no fim de maio", disse, descrevendo que os passos seguintes são "documentação para a contratação, Tribunal de Contas e consignação".

A obra será executada, durante meio ano, através de "processo tradicional, sem recurso a explosivos". "Tem o incómodo de demorar mais tempo. Está previsto demorar meio ano, mas tem grandes vantagens porque era muito complicado e arriscado ter um processo de implosão, que qualquer pequeno percalço podia gerar uma situação grave", disse.

A demolição do edifício de 13 andares, situado em pleno centro histórico da cidade, tem sido adiada nos últimos 21 anos devido à luta dos seus moradores nos tribunais. Desde 2019, seis frações continuavam ocupadas, com os proprietários a recusar sair de forma voluntária.

"As pessoas estão a desmobilizar. Algumas já entregaram as chaves, outras pediram mais algum tempo para conseguirem retirar o resto da mobília, mas tanto quanto sabemos, em termos de pessoas, já está desocupado. Já não viverá lá ninguém", informou hoje Tiago Delgado, referindo que "três pessoas ainda não entregaram" as suas frações. "Desde que os moradores declararam que iriam desocupar voluntariamente, têm-se dado os passos através dos nossos advogados no sentido de concretizar essa intenção e não temos notícia de qualquer retrocesso", concluiu.

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