Viana do Castelo

Autarca sai do prédio Coutinho com um "pré-acordo" de desocupação

Autarca sai do prédio Coutinho com um "pré-acordo" de desocupação

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, entrou esta sexta-feira cerca das 16 horas, pela primeira vez, no prédio Coutinho, ao fim de 19 anos de luta dos moradores.

O autarca foi recebido em algumas das seis frações que permanecem ocupadas. Disse, ao fim de cerca de hora e meia no interior do edifício, que conseguiu, pelo menos, "um pré-acordo" com um dos casais resistentes.

Explicou que a proposta foi, tal qual fizeram com a família Coutinho (do construtor do prédio), contratarem uma empresa e dar um prazo mais alargado para permitir que aqueles moradores possam mudar as suas coisas. Em causa está o casal de antigos emigrantes em França, Fernanda e Fernando Rocha, cuja filha acompanhou o presidente da Câmara nas declarações aos jornalistas.

"Ainda não há acordo, mas está a correr bem. Está quase", disse Manuela da Cunha, que tinha desafiado José Maria Costa a deslocar-se ao prédio Coutinho. "Queria ver-lhe a cara. Felizmente veio cá hoje, vi-lhe a cara e acho que até é bem bonito". E o autarca continuou: "Alguns moradores estão mais renitentes, mas pelo menos eu fiquei com a consciência de que fiz tudo, tudo, o que estava ao nosso alcance para que as pessoas saiam a bem e, sobretudo, a VianaPolis quer que as pessoas saiam com dignidade", declarou à saída do imóvel. "Vamos continuar. Vamos agora reunir com os advogados [dos moradores]", acrescentou.

Os advogados dos últimos moradores do prédio Coutinho tiveram, esta tarde, autorização da VianaPolis para entrar no edifício, para reunirem com os seus constituintes, depois de o acesso lhes ter sido vedado de manhã.

Esta sexta-feira, estiveram no prédio Coutinho trabalhadores a derrubar paredes em apartamentos contíguos aos ocupados. Ali permanecem ainda onze pessoas. A demolição está prevista pela VianaPolis desde o ano 2000. A expropriação iniciada em 2006, foi desde sempre contestada nos tribunais pelo habitantes do edifício, mas resultaram sempre com decisões favoráveis à sociedade Polis de Viana.

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