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Referendo em Barroselas e Carvoeiro: feriado, férias e festas condicionam afluência

Referendo em Barroselas e Carvoeiro: feriado, férias e festas condicionam afluência

A afluência às urnas de voto em Barroselas e Carvoeiro, Viana do Castelo, onde decorre um referendo local sobre a desagregação de freguesias, foi de 4% até ao fim da manhã. Até perto do meio-dia tinham votado 187 eleitores de Barroselas e 161 em Carvoeiros, num universo de 4800.

Por iniciativa do presidente da União de Freguesias de Barroselas e Carvoeiro, Rui Sousa, a população tem esta segunda-feira a oportunidade de votar para decidir a continuidade da integração formalizada em 2013 e que nunca foi pacífica.

Segundo o autarca, a data foi a possível face às exigências do Tribunal Constitucional e a afluência às sete mesas de voto está a decorrer condicionada pelo facto de ser feriado, muita gente estar de férias e por ser um dia de muitas festas.

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A peregrinação à Senhora da Aparecida, na freguesia vizinha de Balugães (Barcelos), essa sim conta com uma grande afluência de romeiros que passam à porta das assembleias de votos, tanto de Barroselas e Carvoeiro, assim como na estrada que liga as duas freguesias. Ainda assim, Rui Sousa, considera que a ida às urnas "até tem sido positiva atendendo a que não é um ato eleitoral para uma autarquia ou outro orgão".

"As pessoas têm vindo e ainda é cedo. Acho que vão continuar a vir e espero que da parte da tarde haja uma afluência maior", adiantou, confessando que "ficaria satisfeito se votassem mais de 50% das pessoas [para o referendo ser vinculativo]".

A realização da consulta popular deixa-o com "sentimento de missão cumprida". "Foi uma promessa que fizemos em campanha e, no fundo, hoje é a concretização. Foi um processo algo complexo e quando muita gente dizia que ia ser quase impossível porque o tribunal não nos ia dar o ok para a realização, conseguiu-se, está-se a cumprir e agora as pessoas é que terão de vir cumprir o seu dever cívico", declarou.

"Acho muito bem este referendo. Nós fomos anexados a Barroselas, não foi Barroselas a Carvoeiro. E não fomos ouvidos. Fomos desprezados", declarou Agostinho Rio, eleitor em Carvoeiro, descontente com a união formalizada em 2013. "É importantíssimo sermos ouvidos, porque fomos marginalizados. Estou convencido que as pessoas vão votar e devem fazê-lo. Esta é a única oportunidade que temos de nos livrarmos do Relvas e de outros assim", acrescentou.

Em Barroselas, o casal Celeste e Fernando Alves também lamenta que a população não tenha sido auscultada aquando da união das freguesias. "Este assunto dividiu muito as pessoas. Eu acho que Barroselas tem população suficiente para estar independente", disse Celeste, considerando que o dia para a votação "não é o melhor". "Muita gente não virá porque é feriado, as pessoas estão de férias e há festas. Também não houve divulgação suficiente", acrescentou.

Já o marido Fernando entende que a consulta popular "faz falta, pelo menos para a população não ficar tão dividida e ficar mais consciente daquilo que deve ser". "Sempre se falou nisto porque não foi o povo que quis a União. É um referendo justo", disse.

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