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Integração

Viana renova plano para integração de 2000 imigrantes no próximo ano

Viana renova plano para integração de 2000 imigrantes no próximo ano

A comunidade imigrante em Viana do Castelo agrega, atualmente, "perto de duas mil pessoas de 73 nacionalidades", números que poderão estar aquém da realidade, face à chegada contínua de novos estrangeiros ao município.

Segundo a coordenadora do Plano Municipal de Integração de Migrantes (PMIM), Margarida Torres, esta realidade levará a que aquele plano seja renovado no próximo ano para dar respostas às necessidades dos recém-chegados. Entre outras medidas para os acolher, a Câmara Municipal de Viana, disponibiliza aulas de português (quatro turmas com oito professores voluntários) e diversas atividades ao longo do ano para a sua "integração e socialização".

"Este plano municipal de integração acaba em agosto de 2020, mas, entretanto, já sabemos pelo Alto Comissariado das Migrações, que vai haver um terceiro plano para as Câmaras que quiserem e, em princípio, nós vamos candidatar-nos, porque percebemos que temos de continuar", declarou ao JN, adiantando que, "neste momento, a comunidade em Viana já ultrapassou em muito os números oficiais".

"Oficialmente os números do SEF em 2018 são 1480 imigrantes, sendo que a comunidade brasileira é a maior, cerca de 450. Curiosamente, isso não se verificava há dois anos. Brasileiros começaram a vir muito mais em 2019 e outra comunidade que também está a chegar muito é a de venezuelanos. Em 2018 havia 50, mas agora há mais", declarou, referindo ainda: "Sabemos que há muita gente à espera de ser atendida no SEF, portanto suponho que em Viana já teremos muito perto do 2000 migrantes". E concluiu que "as comunidades mais representativas são as do Brasil, Espanha, Ucrânia, China, Venezuela e S. Tomé e Príncipe".

Esta quinta-feira, Viana do Castelo recebeu "Chá Intercultural", que juntou cerca de meia centena de pessoas de 17 nacionalidades (Chipre, Itália, França, Ruanda, Bélgica, Paquistão, Rússia, Bangladesh, Brasil, Colômbia, Venezuela, Alemanha, S. Tomé e Príncipe, Suíça, Suécia, Dinamarca e Inglaterra). A proposta era que cada um levasse um doce natalício típico do seu país e a festa decorreu animada até ao início da noite.