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Abriu centro de acolhimento para vítimas de violência doméstica em Cerveira

Abriu centro de acolhimento para vítimas de violência doméstica em Cerveira

O Gabinete de Atendimento à Família (GAF) de Viana do Castelo abriu, esta quinta-feira, em Vila Nova de Cerveira, um Centro Temporário de Acolhimento de Emergência para mulheres vítimas de violência doméstica.

Ao que o JN apurou, a nova estrutura, com capacidade para 50 mulheres, é uma das duas que foram criadas no país para funcionar durante a pandemia de Covid-19.

A nova valência de acolhimento em Cerveira junta-se à Casa Abrigo do GAF em Viana do Castelo, que atualmente já se encontra na sua lotação máxima, acolhendo 15 mulheres e filhos.

"A nível de novos pedidos relacionados com violência doméstica não temos sentido aumento, embora continuemos a receber pedidos para a Casa Abrigo, mas prevemos que vá acontecer", declarou ao JN a coordenadora geral do GAF, Leandra Rodrigues, que confirmou a abertura da nova estrutura no distrito de Viana do Castelo. O novo centro já está em condições de acolher novas vítimas, estando afeta ao espaço uma equipa de oito profissionais, acrescentou.

O GAF possui, além do alojamento e apoio a vítimas de violência doméstica, outras respostas no distrito de Viana do Castelo. Dispõe de uma comunidade de inserção com 12 adultos (sem abrigo e utentes com doença mental e problemas associados a consumos) em regime de alojamento. E vários serviços de atendimento em áreas como a família e proteção da criança, Protocolo RSI, apoio comunitário e à toxicodependência, e equipas de rua.

Na instituição trabalham, segundo Leandra Rodrigues, "mais de 50 pessoas" que estão, nesta fase de pandemia, a desdobrar-se em "equipas espelho" (rodando entre 15 dias em casa e 15 a trabalhar). "Todos os serviços de atendimento e acompanhamento estão a funcionar e, de forma geral, está tudo a correr de forma tranquila", afirmou a coordenadora geral, adiantando que o plano de contingência do GAF foi ativado a 16 de março. E que a instituição tem desde aí respondido a situações de "emergência social, com a atribuição de cabazes alimentares e apoios alimentares".

"A maior dificuldade tem sido dar resposta aos casos de sem-abrigo, porque não há espaços de acolhimento disponíveis. Até agora já surgiram quatro situações e, por essa razão, tem sido difícil mantê-los afastados da rua", concluiu.

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