Fronteira do Minho

Autarcas querem compensação para trabalhadores transfronteiriços 

Autarcas querem compensação para trabalhadores transfronteiriços 

Os dezasseis autarcas portugueses e galegos do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho convocaram para a próxima segunda-feira um novo protesto por causa da manutenção do encerramento das fronteiras.

Segundo fonte da AECT, a ação prevista para as 10 horas, na ponte internacional de Vila Nova de Cerveira, tem por objetivo exigir medidas compensatórias para empresas e trabalhadores transfronteiriços.

Em causa está o facto de no Alto Minho apenas estar aberta 24 horas a ponte (Valença-Tui), das cinco existentes sobre o rio Minho, ligando Portugal e Espanha, e que servem de ponto de passagem a empresas e trabalhadores que residem num país e trabalham noutro. Dessas, duas (Monção-Salvaterra e Melgaço-Arbo), funcionam de forma parcial, com controlo terrestre de manhã e ao fim do dia.

Esta sexta-feira, o Governo anunciou a reabertura de forma parcial da fronteira da Madalena, em Lindoso, Ponte da Barca, na região do Alto Minho. E a continuidade do bloqueio das fronteiras até 16 de março.

Os autarcas portugueses e galegos reiteram que "devem ser os Estados a suportar os gastos" de empresas e trabalhadores transfronteiriços, que para atravessar a fronteira têm de percorrer distâncias suplementares e permanecer em filas na fronteira de Valença-Tui.

Defendem que os Governos "devem imediatamente dar início a uma compensação financeira para as empresas e os trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriças que estão a sofrer as consequências desta medida".

PUB

Esta é a posição conjunta dos municípios de A Guarda, Oia, O Rosal, Tomiño, Tui, Salceda de Caselas, Salvaterra, As Neves e Arbo, na Galiza, e de Caminha, Melgaço, Monção, Valença, Ponte da Barca e Vila Nova de Cerveira, pertencentes ao AECT.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG