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Buscas com sonares para procurar jovem atleta desaparecido no rio Minho

Buscas com sonares para procurar jovem atleta desaparecido no rio Minho

As autoridades portuguesas e espanholas estão, esta segunda-feira, a usar de todos os meios disponíveis para encontrar o triatleta desaparecido domingo à tarde no rio Minho.

Enquanto decorrem buscas em terra, nas margens, e aquáticas com recurso a botes, o fundo do rio, na área do desaparecimento do jovem de 23 anos, está a ser perscrutado com dois sonares de varrimento lateral da Marinha portuguesa e espanhola.

O sonar poderá ser determinante para encontrar o corpo, caso este se encontre submerso. "Neste momento as equipas de mergulho estão a utilizar esses equipamentos para fazer buscas subaquáticas para detetar alguns contactos em profundidade. Esses contactos serão investigados pelas equipas e depois da parte da tarde teremos essa operação de mergulho", declarou ao "Jornal de Notícias", o Comandante do Porto de Caminha, Pedro Cervaens Costa.

"O sonar deteta qualquer tipo de relevo que o fundo tenha, seja objetos de madeira, ferro ou mesmo um corpo. É evidente que, neste último caso será importante a nível da sua perceção, que pode ser imediata. Quem usa estes equipamentos está habituado a distinguir um contacto, por exemplo, de uma rocha e de um cadáver", acrescentou Pedro Costa.

"Vamos apostar no mergulho na baixa-mar, quando o efeito da corrente se fizer sentir menos, que será entre as 13.30 e as 14.00 horas. Nessa altura já teremos informação sobre se há alguns contactos importantes para investigar ou não", adiantou o Comandante do Porto de Caminha.

Esta manhã, estão cerca de 50 operacionais de diversas forças envolvidos nas buscas para localizar o corpo de Rafael Sá, com 23 anos, natural de Barcelos, que desapareceu no domingo durante o Triatlo da Amizade, em Vila Nova de Cerveira.

Três equipas de mergulho: um grupo de mergulho forense da Polícia Marítima de Lisboa, outro da Armada espanhola, oriundo de Ferrol, e mergulhadores dos Bombeiros de Vila Nova de Cerveira procuram o jovem atleta.

Um helicoptero da Força Aérea portuguesa está a sobrevoar o troço de rio entre Vila Nova de Cerveira e a foz, em Caminha. Oito botes de várias forças, desde a Policia Marítima de Caminha à Comandancia Naval do Miño (Tui), Bombeiros de Cerveira, e o navio da Marinha NRP Rio Minho batem o rio numa área com cerca de cinco quilómetros. As buscas apeadas decorrem nas margens dentro da mesma área.

De acordo com o Comandante Naval del Miño, Juan Diaz, o desaparecimento do triatleta aconteceu numa "zona com bastante corrente e uma das mais profundas" do rio Minho.

"O último sítio onde viram o rapaz é junto a um poço com cerca de vinte metros de profundidade", disse Juan Diaz. "Não podemos especular. O que sabemos é que o rapaz teve um problema, pediu ajuda e quando a embarcação de segurança acorreu a prestar socorro, por muito pouco, não o alcançou. O jovem afundou-se muito perto da embarcação. Tudo aconteceu muito rápido, segundo os testemunhos que ouvimos", acrescentou o Comandante Naval del Miño.

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