Rio Minho

Buscas com sonares por triatleta sem resultados

Buscas com sonares por triatleta sem resultados

As equipas de mergulho envolvidas nas buscas subaquáticas para encontrar o triatleta de Barcelos, desaparecido desde domingo no rio Minho, não encontraram nada no "poço com 27 metros de profundidade", que consistia a zona de maior probabilidade para encontrar o corpo.

Após pesquisas com recurso a sonares da Marinha portuguesa e espanhola, que resultaram na deteção de duas possíveis localizações do cadáver, os mergulhadores submergiram e apenas encontraram "uma rocha e um tronco de madeira".

As operações vão continuar enquanto houver luz natural e as condições de rio permitirem. "Vamos fazer o trajeto que os atletas fizeram ontem e vamos voltar a utilizar o sonar lateral para ver se se encontra mais algum contacto (sinal de eventual presença do corpo). Vamos um bocado mais para jusante com o mergulho e com o sonar vamos sondar mais áreas, mas fora da zona do poço", declarou o Comandante da Capitania do Porto de Caminha, Pedro Cervaens.

O jovem de Barcelos, com 23 anos, desapareceu nas águas, junto ao "poço", já sondado pelos mergulhadores, logo após o início do Triatlo da Amizade. A prova é organizada há 12 anos no rio Minho sem qualquer histórico de afogamentos. O atleta de Viatodos, membro do Dragon Clube de Atletismo, participava pela primeira vez num triatlo, não vestia fato de neoprene, que não é obrigatório a partir de determinada temperatura da água (22º). O triatleta terá pedido ajuda e um dos quatro caiaques da organização de apoio à prova, ainda terá tentado socorrê-lo sem êxito.

A prova é organizada pelas federações de Triatlo de Portugal e Galega de Triatlon e Péntatlon Moderno, com apoio da Pedal"Arte.

As buscas decorrem desde esta manhã, com mergulhadores, barcos com sonar e helicópteros, numa operação coordenada pela Capitania do Porto de Caminha e Comandancia Naval Del Miño.