Desaparecimento

Continuam as buscas pelo triatleta desaparecido no rio Minho

Continuam as buscas pelo triatleta desaparecido no rio Minho

A esperança das autoridades portuguesas e espanholas no segundo dia de buscas do triatleta de Barcelos desaparecido no rio Minho é que a vítima se encontre na zona em que desapareceu.

Os meios estão a bater o fundo do rio, com recurso a dois sonares da Marinha portuguesa e da espanhola, e toda a área envolvente, à superfície das águas, nas margens e por observação aérea, com o objetivo de encontrar o corpo de Rafael Sá, de 23 anos.

Os mergulhadores deverão submergir entre as 15.30 e as 16 horas, para despistar a informação recolhida pelos sonares, até 500 metros a montante da zona onde o triatleta foi visto pela última vez. Entretanto, desde as 8 horas, dez botes e navios da Marinha palmilham o rio de ponta a ponta. Um helicóptero da Guardia Civil sobrevoa a zona desde as 10 horas e será substituído nas buscas, à tarde, por um meio da Força Aérea.

Nas operações, coordenadas pela Capitania do Porto de Caminha e pela Comandancia Naval Del Miño, estão envolvidos em permanência "entre 50 a 60 operacionais". Se até ao fim do dia nada for encontrado, "o conceito das buscas será alterado", indica o Comandante da Capitania do Porto de Caminha, Pedro Cervaens, referindo que "há alguma esperança que o corpo se mantenha na zona do desaparecimento". "Estamos agora a apostar em bater toda a área em profundidade porque estão quase a passar as primeiras 48 horas e a possibilidade do corpo flutuar ainda é muito baixa", acrescenta.

Na segunda-feira, as buscas incidiram no "poço com 27 metros de profundidade" onde se suspeitava que pudesse encontrar-se o corpo, mas sem sucesso. Os mergulhadores apenas encontraram "uma rocha e um tronco de madeira" nas duas possíveis localizações indicadas pelos sonares. A operação estendeu-se ainda para 200 metros a jusante, mas também se revelaram infrutíferas.

Apesar da aposta na área em que ocorreu o desaparecimento, as autoridades não descartam, embora com menor grau de probabilidade, que o triatleta possa ter sido arrastado pelas águas. Pedro Cervaens recorda que, na altura da prova de triatlo durante a qual o jovem desapareceu, "a corrente era muito forte e afetou muito os atletas".

Participaram no Triatlo da Amizade, no domingo, um total de 176 atletas. Segundo responsáveis da associação de cicloturismo Pedal'arte, que deu apoio à organização, a cargo das federações de Triatlo de Portugal e Galega de Triatlon e Péntatlon Moderno, estiveram envolvidos na segurança da prova "quatro caiaques e três embarcações a motor, mais do que se vê em algumas provas do género".

Rafael Sá não usava fato de neoprene na altura do desaparecimento. Os mesmos responsáveis garantiram que, de acordo com o regulamento, a sua utilização não era obrigatória, informação que "foi anunciada através dos altifalantes antes da prova". Admitiram, contudo, que "o fato beneficia na flutuabilidade e deixa as pessoas mais confortáveis".

O jovem desapareceu nas águas cerca das 15.30 horas, após o arranque da competição na água. O percurso era de 750 metros. Terá sido avistado a pedir ajuda, aos "150 a 200 metros", por um dos quatro caiaques de apoio, que ainda o terá tentado socorrer lançando-lhe uma pagaia.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG