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Lar em Vila Nova de Cerveira criou "mini fábrica" de máscaras para autoconsumo

Lar em Vila Nova de Cerveira criou "mini fábrica" de máscaras para autoconsumo

O Lar Maria Luísa em Vila Nova de Cerveira criou uma "mini fábrica " para produzir máscaras para autoconsumo. A instituição pertencente à Santa Casa da Misericórdia, avançou com a iniciativa para, enquanto mantém os utentes ocupados, ajudar na produção de um artigo que já escasseava nos seus próprios serviços.

As máscaras em tecido de algodão reutilizam um material que inicialmente iria ser utilizado para preparar um espetáculo de teatro com os utentes. E, segundo Mara Rebelo, a diretora técnica do Lar Maria Luísa, "foram validadas como eficazes para proteção pelas enfermeiras da instituição".

"As pessoas e algumas empresas já nos estão a telefonar para fazer encomendas, mas é uma mini-fábrica interna. É para ocupar os utentes, devido às não saídas à rua e à proibição de visitas, e também para resolver um problema de escassez de material", explica aquela responsável.

"Os preços do material subiram e temos de arranjar estratégias. Somos uma instituição muito grande com 70 utentes e 48 funcionários, e as máscaras estão a ser utilizadas como medida de proteção, uma vez que as únicas pessoas que entram e saem são os colaboradores", diz Mara Rebelo.

As máscaras em tecido do Maria Luísa variam nos padrões e nas cores. "O que é original é que normalmente as pessoas usam a máscara banca e nós temos com muitos tecidos criativos com flores, desenhos e com corações para ser um estimulo a serem usadas", considera Mara Rebelo. "As enfermeiras verificaram que são eficazes para o uso diário na prevenção. Pelo menos garantem que são lavadas e reutilizáveis. Com as outras nunca tínhamos stock suficiente", acrescenta.

A instituição já tem recusado pedidos externos. "Não conseguimos dar resposta, porque a nossa produção com os idosos é muito lenta. Ontem [quinta-feira] fizemos 30, hoje faremos 20 e amanhã outras 20", conclui a diretora técnica do lar.