Covid-19

Comerciantes de Montalegre: "O que queremos é voltar à normalidade"

Comerciantes de Montalegre: "O que queremos é voltar à normalidade"

Comerciantes chegam a calcular 90% de perdas no negócio, mas apoiam restrições que permitam baixar os números da pandemia.

Nem o dia soalheiro e de temperatura amena levou os habitantes de Montalegre para a rua no feriado de ontem. As ruas estavam quase desertas e vazias as raras lojas abertas. Gente, e pouca, só se via nos cafés.

Com o regresso do concelho à lista de municípios de risco muito elevado, já todos esperam que "a situação péssima fique pior", admite Normada Rodrigues, proprietária de uma pastelaria. "Medidas de circulação mais apertadas vão prejudicar muito o negócio. Somos uma zona desfavorecida, sempre à espera de turistas. Com a covid-19, o negócio piorou 90%", assegurou.

Elsa Gonçalves estava a trabalhar na Oficina do Burel, loja de produção de vestuário, porque "não quer pensar tanto em covid". Decidiu reagir. "Os clientes de outros concelhos e distritos não vêm, mas temos todos de fazer um grande esforço, para que o número das infeções baixe. O que queremos é voltar à normalidade", sublinhou. A loja Laço de Ternura tinha a porta aberta e, se o sorriso da proprietária, Gina Ribas, estava escondido pela máscara, a simpatia transparecia-lhe na voz, tal como a preocupação.

"Estamos sempre à espera dos que vêm de fora. Hoje, o dia está muito parado", dava conta Gina, sublinhando que os fins de semana prolongados já foram boas ocasiões para vendas.

O autarca de Montalegre, Orlando Alves, considerou que a saúde está em primeiro lugar, mas defendeu que "as medidas deviam ser proporcionais ao escalonamento e ao nível de risco dos concelhos".

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG