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Missão da UNESCO recebida por manifestação na Régua

Missão da UNESCO recebida por manifestação na Régua

A missão da UNESCO, que está de visita ao Douro Património Mundial, foi recebida, esta quarta-feira, na Régua, por uma manifestação de cerca de 20 ambientalistas, que protestavam contra a construção da Barragem de Foz Tua.

Três especialistas do Comité do Património Mundial da UNESCO deslocaram-se ao Douro, esta semana, para avaliar, no local, os impactos provocados pelos trabalhos de construção da Barragem de Foz Tua, entre os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães.

A missão da UNESCO reúne, esta quarta-feira, na Régua, com organizações ligadas ao ambiente, que desde o início estão contra a construção do empreendimento hidroelétrico, como o Partido Ecologista "Os Verdes", a Quercus ou o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), e com os autarcas da região.

À chegada ao Museu do Douro, os técnicos foram recebidos por cerca de 20 manifestantes e uma das especialistas parou para falar com os ambientalistas e para tirar fotografias dos cartazes colocados nas paredes do edifício.

Nestes cartazes podia ler-se "STOP novas barragens", "Barragem de Foz Tua = cancro no Alto Douro Vinhateiro" ou "Barragens afundam património".

A visita ao Douro vinhateiro foi agendada após a última reunião do Comité do Património Mundial da UNESCO, que decorreu em São Petersburgo, Rússia, e durante a qual foi aprovado um "abrandamento significativo" das obras da barragem, em alternativa à suspensão das mesmas. Este ritmo de trabalhos vai manter-se até à apresentação do relatório da missão da UNESCO, que deverá estar pronto até ao final do ano.

Durante esta semana está a ser apresentado à UNESCO o projeto do arquiteto Souto Moura, que tem em vista a compatibilização da central hidroelétrica, inserida na área classificada, com a paisagem.

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O projeto pretende enterrar toda a central. Será ainda feito um pequeno reajuste do ângulo da própria barragem que pretende diminuir o impacto visual da mesma.

Durante a realização desta nova missão, Portugal espera poder convencer a UNESCO, em definitivo, sobre a compatibilidade da construção da barragem no Tua, nos seus novos moldes, com a classificação do Douro como Património Mundial.

O Douro foi distinguido como Património Mundial da Humanidade em 2001.

A barragem, cujas obras arrancaram há 15 meses, vai ocupar 2,9 hectares do Alto Douro Vinhateiro, o que representa 0,001% do total da área classificada.

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