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Chuva e granizo inundam edifícios e afetam vinha

Chuva e granizo inundam edifícios e afetam vinha

Cerca de uma dezena de lojas, casas e até o edifício da Câmara Municipal e da igreja matriz de Sabrosa ficaram esta quinta-feira inundados depois da chuva intensa, acompanhada de granizo, que começou a cair às 17 horas.

"Nunca vi nada assim. Foi uma hora e meia de chuva e granizo sempre a cair. Não conseguimos fazer nada para evitar as inundações", afirmou Eduardo Matos, proprietário de uma papelaria na rua Direita, onde várias lojas ficaram inundadas.

A área agrícola da zona norte do concelho, constituída sobretudo por vinhas, também ficou afetada, mas ainda não foi feito um balanço dos estragos.

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O presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Marques, afirmou que os serviços municipais e os bombeiros estão no terreno a retirar a água dos edifícios e a proceder à limpeza das ruas.

"Na vila de Sabrosa, houve inundações em vários edifícios, levantamento de pisos, queda de muros e agora ficou um rasto de lama. A área agrícola também foi bastante afetada, sobretudo na zona norte do concelho", acrescentou.

Segundo o autarca, "caiu uma carga de água muito anormal, juntamente com granizo, como não há memória no concelho". Os comerciantes afirmam que ainda é prematuro fazer uma avaliação dos estragos nas lojas que chegaram a ter "cerca de 60 centímetros de água" no seu interior.

Também no concelho vizinho de Alijó, mais propriamente em Cabeda, na freguesia de Vilar de Maçada, as propriedades agrícolas foram "fortemente afetadas". António Júlio Fernandes, da Junta de Freguesia, acredita que "há zonas onde as perdas devem rondar os 100%".

"Uma grande parte das vinhas está destruída. Nunca vi nada assim. Só ficaram os paus", lamentou. Tal como em Sabrosa, a chuva caiu intensamente durante "mais de uma hora", acompanhada de "muito vento e granizo".

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