Diferendo

Sócios escolheram nova direção dos bombeiros de Sabrosa na rua

Sócios escolheram nova direção dos bombeiros de Sabrosa na rua

A Associação Humanitária dos Bombeiros de Sabrosa elegeu, este domingo, novos órgãos sociais, num ato eleitoral que o ainda presidente da direção, Mário Varela, considera "totalmente ilegal". "Esta reunião foi suspensa por ordem judicial com base numa providência cautelar que foi deferida pelo Tribunal de Vila Real", garantiu.

Sócios, membros da mesa da assembleia e da única lista candidata foram impedidos de entrar no quartel, mas isso não impediu a assembleia geral extraordinária de realizar-se no exterior.

O candidato da lista única apresentada, António Araújo, pediu a anulação da última assembleia, realizada em junho, e a repetição das votações, uma vez que "as deliberações foram aprovadas por sócios com menos de seis meses de inscrição que, segundo os estatutos, não podem votar". Mário Varela garante que "esses votos foram validados e os sócios exprimiram a sua vontade". Em causa estava o adiamento das eleições dos órgãos sociais para novembro, que foi aprovado na reunião de junho, com 25 votos.

No entanto, a mesa da assembleia mandou repetir a reunião este domingo, mas António Araújo revelou que, à chegada ao quartel, apercebeu-se que "havia ordens para impedir a entrada de sócios e a realização de qualquer reunião". Marco Sequeira, que integra a equipa agora eleita, lamenta a postura de "má fé por parte da atual direção".

"Formamos uma lista a muito custo e têm sido colocados entraves constantes à realização de eleições", sublinha Marco Sequeira, que acredita que "a situação poderá acabar na justiça". Os novos órgãos sociais foram eleitos com 12 votos e têm agora 30 dias para tomar posse.