Fogo

Incêndio em Valpaços que destruiu casas devolutas chegou a Chaves

Incêndio em Valpaços que destruiu casas devolutas chegou a Chaves

Duas aldeias de Valpaços foram evacuadas devido a um incêndio que deflagrou, esta sexta-feira, por volta das 13.30 horas, na freguesia de Ervões e que já alastrou ao concelho vizinho de Chaves.

Ao início da noite, o fogo, comtrês frentes ativas, chegou a Gondar, em Chaves, sendo o "vento forte" e as suas mudanças de direção o "maior obstáculo" ao combate às chamas, disse fonte da Proteção Civil à agência Lusa.

O presidente da Junta de Freguesia de Ervões, Francisco Machado, disse ao JN que "a aldeia de Valongo de Baixo, onde terão ardido duas casas devolutas, foi evacuada". Existem nesta localidade cinco casas habitadas, uma delas contígua às casas devolutas que arderam.

Também está em cima da mesa a evacuação da aldeia de Valongo de Cima e de São Domingos, devido ao "fumo intenso". Francisco Machado revelou que "o fogo chegou rapidamente à aldeia devido à grande velocidade do vento, que tem mudado de direção".

Fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Vila Real também confirmou ao JN que "o incêndio está a lavrar com intensidade".

O presidente da Câmara de Valpaços disse esta noite esperar que o vento não mude de direção, porque, a acontecer, causará um "verdadeiro desastre" no concelho, onde um incêndio continua ativo e obrigou já à evacuação de uma aldeia.

"Vamos ter muito trabalho. Esperamos que o vento não mude de direção", porque, senão, "pode ser um verdadeiro desastre para o concelho que, até agora, já soma muitos prejuízos causados pelo fogo", disse Amílcar Almeida à agência Lusa.

Ainda sem terem sido apurados os prejuízos causados, o autarca avançou que esses são "elevados", nomeadamente ao nível das culturas.

"Os soutos foram muito afetados, há castanheiros totalmente consumidos pelas chamas que, infelizmente, já não vão produzir mais", frisou.

O presidente da câmara sublinhou o trabalho dos bombeiros que, em terreno íngreme e muito arborizado, conseguiram, até agora, evitar prejuízos maiores.

A espera de mais meios

O Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Vila Real aguarda um "reforço de meios operacionais" para combater o "difícil incêndio" de Valpaços. "Esperamos reforços de meios de Lisboa, Porto, Viseu, Guimarães ou Braga para nos ajudarem no difícil combate às chamas", disse à Lusa fonte do CDOS.

A fonte mesmo avançou que duas pessoas acamadas, habitantes em localidades de Valpaços atingidas pelo fogo, foram retiradas das habitações pela Cruz Vermelha Portuguesa.

Acrescentou ainda que o pavilhão desportivo de Valpaços poderá ser aberto durante a noite caso seja preciso retirar pessoas das suas casas e realojá-las.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o fogo estava, por volta das 22.10 horas, a ser combatido por 397 bombeiros, apoiados por 121 viaturas e quatro meios aéreos.