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Câmara exige em tribunal reparação de estragos causados por grua

Câmara exige em tribunal reparação de estragos causados por grua

O atraso na reparação dos danos provocados pela queda de uma grua no campo do Calvário, em novembro de 2018, foi apelidado, esta sexta-feira, como "vergonhoso" pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos, que vai exigir em tribunal que a construtora e a seguradora "assumam as suas responsabilidades" e reparem os estragos.

"Caiu uma grua que danificou património municipal. Não aceitamos a postura de desresponsabilização da construtora Nesinocas e da sua companhia CA Seguros, que demora estes meses todos para emitir um relatório de peritagem", afirmou Rui Santos. A queda da grua aconteceu durante uma noite de ventos fortes e provocou estragos na bancada e no campo de relva sintética.

"Este equipamento municipal serve centenas de crianças, jovens e adultos. É indispensável a substituição da totalidade do relvado, de modo a manter a certificação do campo para a prática desportiva", sublinhou Rui Santos, que afirma que o custo de reparação dos danos "rondará os 282 mil euros".

A firma foi notificada para "dar início às obras de reparação das bancadas e relvado e ressarcimento dos prejuízos causados ao Sport Clube de Vila Real, sob pena da Câmara Municipal se substituir, debitando-lhe posteriormente os respetivos custos". No seguimento da resposta negativa por parte da empresa, a autarquia decidiu avançar com as obras no campo do Calvário.

O advogado da Nesinocas, Pedro Macieirinha, adiantou que "a empresa pediu celeridade na decisão". "A responsabilidade da empresa, se a tiver, está transmitida para a companhia de seguros. Não podemos fazer muito mais, porque não temos responsabilidades na ocorrência", acrescentou o advogado.

Já a CA Seguros garante que procedeu "de imediato à instrução do processo". "Por se tratar de situação tecnicamente complexa, consideramos ainda não estar claramente determinada a responsabilidade do dono da obra pela queda da grua e consequentemente pelos danos provocados no campo de futebol", esclarece a seguradora.

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Rui Santos lamentou ainda as despesas "incomportáveis" para o SC Vila Real, clube que utiliza o equipamento, e que agora se vê obrigado a "alugar campos para a realização dos treinos e jogos oficiais" e a ter "despesas com deslocações dos atletas", que rondam os 3300 euros por semana.

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