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Dono nega ter abandonado cão dentro de saco

Dono nega ter abandonado cão dentro de saco

O proprietário do Sam, o cão que foi encontrado ferido dentro de um saco no interior de um contentor do lixo, em Bustelo, Vila Real, já foi ouvido pela GNR.

O homem negou os maus tratos contra o animal, que tem "chip" e está registado, e alegou que o Sam estava desaparecido há dois meses. A GNR já enviou o auto de notícia por maus tratos a animais para o Tribunal de Vila Real e o caso encontra-se agora no Ministério Público.

"O proprietário foi ouvido pela GNR, depois da Plataforma Proanimal, que recolheu o Sam, ter apresentado queixa, e afirmou que não infligiu quaisquer maus tratos ao animal", revelou fonte da GNR de Vila Real.

O Sam, com cerca de três anos e de raça indefinida, continua internado em estado estável mas com prognóstico reservado. Segundo o diretor clínico do Hospital Veterinário de Trás-os-Montes, Paulo Pimenta, "o Sam está a recuperar do estado de anemia que padecia e apresenta ligeiras melhorias no tónus muscular, mas ainda sem movimento voluntário".

Paulo Pimenta afirmou que o animal deverá ficar internado "pelo menos durante mais uma a duas semanas", enquanto aguarda o resultado de algumas análises, que irão permitir avaliar o melhor tratamento a seguir. O cão apresenta-se tetraparésico, com atrofia muscular severa e ainda outras complicações, a que se junta a leishmaniose, uma doença infeciosa.

Apesar da sua condição de saúde débil, já existem várias pessoas interessadas na adoção do animal. O representante da Plataforma Proanimal, António Brandão, sublinhou a "enorme onda de solidariedade" em torno do Sam, que poderá até ajudar outros animais.

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"Ainda não contabilizamos os donativos, que nos chegam de diversas formas, mas vão permitir pagar os tratamentos do Sam e o que sobrar será usado para ajudar outros animais", assegura. António Brandão adiantou que todas as semanas a associação recolhe vários animais que necessitam de assistência e cuidados de saúde.

Para ajudar o Sam e outros animais recolhidos pela associação, António Brandão apela a que seja consultada a página de facebook "Plataforma Proanimal /oficial".

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