Vila Real

Empenho nos estudos paga propinas a sete estudantes da UTAD

Empenho nos estudos paga propinas a sete estudantes da UTAD

Sete estudantes da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) receberam, esta quinta-feira, um prémio monetário que lhes permite pagar as propinas.

Cinco cheques de 1000 euros foram emitidos pela Continental Advanced Antenna e dois de 2000 euros passados pela Critical Software, ambas com representação em Vila Real. A cerimónia de entrega decorreu durante a abertura do Summer Innovation Campus, que está a decorrer na academia transmontana.

João Valente, 22 anos, do Mestrado Integrado de Engenharia Eletrotécnica de Computadores, e Marta Fernandes, 21, do Mestrado de Engenharia Informática, ambos bolseiros, foram os melhores do ano transato. "Foi uma grande surpresa, pois não estávamos a contar", concordaram o estudante de Vila Real e a aluna de Lousada. Os dois mil euros pagam as propinas de dois anos de mestrado de cada um deles.

Os dois estudantes não se importariam nada de fazer parte da equipa de colaboradores da Critical Software. O diretor técnico, João Macedo Cunha, que esta quinta feira entregou os cheques a João e Marta, diz que "não tem dúvidas" de que podem ter essa ambição, pois ao longo dos anos foram sendo admitidos "outros alunos da UTAD para trabalhar com a Critical", que começou com 30 colaboradores em Vila Real e vai aumentar agora para 55.

Sobre o pagamento das propinas a estes dois estudantes, o responsável salientou que a empresa tem como política "usar uma parte da riqueza que gera, para apoiar a criação de mais talento, já que é isso que precisamos em Portugal".

Por sua vez a Continental Advanced Antenna apoiou, com mil euros para cada um, Cátia Machado e Fernando Ferreira de Engenharia Informática, Tiago Alves de Engenharia Mecânica, e Joana Duro e Carlos Oliveira de Engenharia Eletrotécnica. Todos concordam que o prémio vai dar muito jeito para pagar as propinas, pois "acaba por dar alguma folga ao orçamento dos pais".

"A constante mudança, a tecnologia, a inovação e o facto de haver uma aprendizagem constante" são aspetos que fascinam Fernando Ferreira, que quando acabar o curso gostaria de trabalhar num clube de futebol como programador. "Cada vez mais, os grandes treinadores recorrem a meios informáticos", nota Fernando, enquanto Cátia pretende aplicar os seus conhecimentos na área da saúde.

Tiago Alves prefere sublinhar a importância da ligação entre a UTAD e as empresas, pois permite "criar pontes que poderão ser muito gratificantes para todos no futuro". É que, quando os alunos têm ideias inovadoras, é importante que existam empresas recetivas para as desenvolver".

Miguel Pinto, diretor geral da Continental Advanced Antenna, deixou a garantia de que "a empresa quer aproveitar estudantes da UTAD para fazer parte dos seus quadros". Esta empresa está instalada em Vila Real há vários anos e conta já com uma equipa de mais de 500 colaboradores. Em todo o Mundo são 250 mil.

A Critical e a Continental são duas das empresas que participam esta quinta-feira na segunda edição do Summer Innovation Campus, na UTAD. De acordo com João Barroso, pró-reitor para a área da Inovação e Transferência de Tecnologia, por um lado, as empresas participantes "têm uma oportunidade para estar mais próximas da academia e dos estudantes". Por outro, os alunos podem "fazer projetos com aplicação real, o que é muito mais atraente para o desenvolvimento de trabalhos". A UTAD também tem aqui um meio de "fixar alunos em segundos e terceiros ciclos (mestrados e doutoramentos). E, tudo junto, acabará por "contribuir para o desenvolvimento da região".