Vila Real

Indignação com mudança de centro de vigilância do Túnel do Marão para Almada

Indignação com mudança de centro de vigilância do Túnel do Marão para Almada

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, mostrou-se indignado com a transferência das operações de controlo e vigilância da segurança e tráfego no Túnel do Marão para o Centro de Controlo e Informação de Tráfego da Infraestruturas de Portugal, localizado em Almada.

Passados oito meses desde a inauguração, Rui Santos lamenta que existam agora "edifícios técnicos que deixaram de ter vigilantes, passando a ser controlado através de Almada". "Se este é o maior túnel do país e da Península Ibérica, deveria existir um controlo local e daqui é que deveria ser feita a vigilância de outros túneis e áreas rodoviárias do país", defendeu o autarca.

Rui Santos apontou como exemplo o dia 25 de novembro, em que houve "um apagão no Túnel, que ultrapassou os 45 minutos". "A proteção civil e os bombeiros de Vila Real não foram avisados. É absolutamente extraordinário que a operadora, que diz que a segurança deve estar em primeiro lugar, não tenha tido uma resposta rápida. Se aqui estivessem os operadores, provavelmente essa resposta seria mais rápida", defendeu.

Sobre a transferência das operações para Almada, a IP esclareceu que a Teixeira Duarte, empresa responsável pela construção do Túnel do Marão e a instalação dos equipamentos de segurança e vigilância, foi contratada "por um período máximo de seis meses findado a 15 de novembro passado" para prestar o serviço de operação e manutenção ativa do Túnel do Marão.

"Conforme o previsto e cumprido este período, numa lógica de gestão e otimização de recursos, a operação controlo e vigilância da segurança e tráfego no Túnel do Marão passou a estar centralizado no Centro de Controlo e Informação de Tráfego da IP", explicou a empresa.

A IP garante que "o nível de disponibilidade do serviço e a segurança dos milhares de automobilistas que diariamente circulam no Túnel do Marão mantém-se com elevada qualidade, garantido pelas carrinhas de apoio que circulam neste troço da A4".

"No local, mantém-se ativo o Centro Operacional existente com permanência de colaboradores da IP que, em situações excecionais de necessidade, poderão inclusive reassumir a vigilância e operação do empreendimento do Marão", acrescentou.

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Rui Santos questionou ainda a segurança do Túnel ao nível do combate a incêndios uma vez que "a pressão de água não é a adequada". "Talvez por isso ainda não se tenham feito os simulacros que estavam previstos para o bom funcionamento do Túnel", sublinhou.

A este propósito, a IP divulgou um parecer elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil que dá conta que o atual sistema "satisfaz os requisitos mínimos do Decreto-Lei, pelo que se considera que satisfaz as exigências de segurança".

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