Incêndios

Aviões de combate a incêndios de Vila Real reposicionados em Viseu

Aviões de combate a incêndios de Vila Real reposicionados em Viseu

Os aviões médios de combate a incêndios florestais estacionados no aeródromo de Vila Real, que vai estar encerrado por tempo indeterminado, vão ser reposicionados em Viseu. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informou que "os dois aviões médios anfíbios serão reposicionados", esta terça-feira, mas ressalvou que "estão a ser estudadas outras alternativas de operação a curto e médio prazo".

Estes meios aéreos deixaram de poder operar a partir de Vila Real, devido ao abatimento da pista. No entanto, a ANEPC adianta que "o encerramento do aeródromo não impede a operação do helicóptero ligeiro", também ali estacionado.

O abatimento da zona central da pista do aeródromo de Vila Real levou a Câmara, proprietária da infraestrutura, a avançar com o seu encerramento por "tempo indeterminado". O autarca vila-realense, Rui Santos, explicou que a decisão teve por base uma "avaliação e ensaios técnicos efetuados por firmas independentes" que comprovaram "uma fragilidade estrutural do solo nessa área da pista", que é atravessada por uma linha de água em profundidade.

Além das operações de combate a incêndios florestais, este encerramento tem implicações nos voos comerciais, nomeadamente na carreira aérea entre Trás-os-Montes e o Algarve, que deixará de fazer escala em Vila Real.

O reposicionamento dos meios aéreos tem como referência, segundo a ANEPC, os "centros de meios aéreos passíveis de ser utilizados por cada tipologia de aeronave, designadamente a capacidade de combustível necessária, comprimentos de pista e infraestruturas de apoio à operação".

Sobre a intervenção na pista, Rui Santos acredita que poderá custar cerca de 400 mil euros e lembra que "os procedimentos inerentes à contratação pública de uma obra desta dimensão significam, desde já, que terão que passar meses até que a mesma chegue ao terreno".