Vila Real

Municípios que arderam vão ter apoios do Governo

Municípios que arderam vão ter apoios do Governo

Garantia foi dada, esta quarta-feira, pela ministra da Coesão Territorial, após uma reunião com a Câmara.

Os municípios que foram mais afetados pelos incêndios florestais, este ano, vão ser apoiados pelo Governo. Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, deu esta quarta-feira essa garantia, depois de visitar concelhos atingidos pelos fogos e de se reunir com a Câmara de Vila Real, município onde um grande incêndio está a lavrar, desde domingo, tendo sofrido ontem uma reativação.

"Uma garantia que deixamos ao senhor presidente da Câmara de Vila Real é que, independentemente do estado de calamidade ou de outra classificação qualquer, nós estamos em presença de um problema gravíssimo. Arderam seis mil hectares aqui e, portanto, os municípios que preencham um determinado critério, que vai ser a área ardida, vão ter todos direito a um conjunto de apoios", assegurou Ana Abrunhosa.

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As declarações da governante serviram também de resposta aos municípios de Ourém e de Alvaiázere, depois de ambos já terem pedido que fosse decretado estado de calamidade nos seus concelhos.

As solicitações surgiram depois de, na segunda-feira, o Governo ter anunciado que o Conselho de Ministros vai decretar estado de calamidade na serra da Estrela, para responder às necessidades do território da área ardida.

Ana Abrunhosa aproveitou a ocasião para esclarecer que o critério da área ardida - para aceder aos apoios - vai ser definido em Conselho de Ministros e que será "muito parecido" ao que foi utilizado em Pedrógão Grande. Explicou, ainda, que o financiamento estará dependente do levantamento dos "prejuízos na área da floresta, agricultura, equipamentos públicos e na área do turismo".

Dez dias

O levantamento dos danos, em Vila Real, deverá ser feito nos próximos dez dias. Esta quarta-feira, no concelho, o fogo que deflagrou no domingo, em Samardã, e que tinha entrado em resolução ao final da manhã, reativou-se horas depois, durante a tarde.

O reacendimento aconteceu próximo de Cravelas, na serra do Alvão, e esteve a ser combatido por seis meios aéreos. Pelas 21 horas, ainda estavam no terreno a enfrentar as chamas 387 operacionais, auxiliados por 112 veículos.

Também o fogo que deflagrou, na segunda-feira, em Valverde, Valpaços, teve ontem uma reativação. Ao final do dia, mobilizava 194 operacionais e um meio aéreo

Mais dois detidos

A PJ deteve um homem de 21 anos, suspeito de ter ateado um incêndio com um isqueiro, em Cepões, Viseu. Deteve outro homem de 71 anos por alegadamente ter ateado um fogo em Gondizalves, Braga, em julho.

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