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Cinco mortos ainda por identificar após "explosão de dimensão inexplicável"

Cinco mortos ainda por identificar após "explosão de dimensão inexplicável"

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, fez um balanço das operações de busca em Avões, após a "explosão anormal" que causou cinco mortos e três desaparecidos.

"A prioridade é encontrar as pessoas", disse Jorge Gomes, num "briefing" aos jornalistas, às 10.30 horas desta quarta-feira de manhã, não se atrevendo a dizer se há alguma hipótese, ainda que remota, de encontrar algum dos três desaparecidos com vida.

Está confirmada a morte de cinco pessoas, cujos corpos estão ainda na área destruída pela explosão, que o governante considerou "anormal, com uma dimensão inexplicável".

A dimensão da explosão deixou os corpos irreconhecíveis. Segundo Jorge Gomes, ainda não foi possível identificar as cinco vítimas mortais já confirmadas.

"As famílias das vítimas têm apoio psicológico permanente, mas se houver necessário de outro tipo de apoio tanto o Governo como a Câmara estarão disponíveis a avaliar", acrescentou.

As buscas prosseguem no terreno, num perímetro de 600 metros, envolvendo 75 operacionais, entre bombeiros, GNR, INEM e Polícia Judiciária.

"Isto leva o seu tempo, infelizmente. É uma área muito grande para averiguar", disse o secretário de Estado, admitindo reforçar os meios no terreno, caso seja necessário.

O primeiro-ministro António Costa, em visita oficial ao Luxemburgo, enviou condolências às famílias das vítimas.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou que vai visitar o local, esta quarta-feira, sendo esperado em Avões por volta das 13 horas.

Segundo avançou ao JN o presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, as vítimas da explosão pertencem quase todas à família proprietária da empresa, a Egas Sequeira Pirotecnia.

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