Resende

Galo em risco de ir parar a tribunal

Galo em risco de ir parar a tribunal

É um galo que canta de madrugada e não encanta um casal que, alegando que não dorme, fez queixa na GNR. Os donos da ave já foram avisados de que se o galo não desaparecer, o caso vai parar ao tribunal.

Nunca um galo tinha dado tanto que falar na vila de Resende. Luís Loureiro e a mulher, Fernanda, têm desde fevereiro um galo que passou a ser a anedota.

Tudo começou há cerca de dois meses quando o casal recebeu a visita de fiscais da Câmara, onde chegaram denúncias anónimas por causa do cantar do galo. "Vieram aqui, mas viram que estava tudo bem e foram embora. A denúncia era anónima e não puderam responder", recorda Luís Loureiro.

Há um mês e meio, Luís foi identificado e, mais tarde, notificado pela GNR. Foi nessa altura que percebeu que era o casal que vive num apartamento a 200 metros que apresentara queixa por ser acordado pelo cantar do galo.

Despertar às 5.30 horas

"Começa a cantar por volta das 5.30 da madrugada, mas ele até canta mais, cerca de uma hora, porque há mais galos na zona e desafiam-se uns aos outros", explica Luís.

Quando há dez anos se mudou para o bairro onde habita, o casal queixoso já lá estava e o resto da vizinhança sempre criou galos para consumo próprio. "Eu cheguei a ter 12 galos e nunca ninguém se queixou. Este não canta mais do que os outros ", afirma Luís.

Há oito dias os donos da ave receberam uma carta de um advogado da Régua, que lhes dá três dias para retirarem o galo das proximidades. "Se assim não suceder, imediatamente serão instaurados no Tribunal os processos adequados à solução litigiosa da situação em casa e pedido de indemnização de todos os danos morais , lê-se na carta.

Fernanda, a mulher de Luís, diz que a ave só vai para a panela quando for preciso comê-la. "Mais ninguém se queixa. A mim os galos não me incomodam e aqui também há cães a ladrar. Qualquer dia o casal está a queixar-se do sino, colocado há um mês", ironiza.

"É a risada total na vila", atira Sandra Oliveira, que até há menos de 15 dias tinha dois galos. "Só os matei porque precisei deles", garante. Também ela e o marido, Fernando, foram notificados pela GNR e receberam uma carta de um advogado. Já os galos tinham sido comidos. "Só me ri. Se era para meter medo, não conseguiram", afirma. E garante que vai continuar a ter galos. E a quem se queixou não vai pedir justificações.

O JN tentou, sem sucesso, ouvir o casal queixoso.

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