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Já há luz na Conservatória de Santa Comba Dão

Já há luz na Conservatória de Santa Comba Dão

A Conservatória do Registo Civil e Predial de Santa Comba Dão já tem eletricidade. O serviço público esteve 24 horas sem energia depois de um corte efetuado pela E-Redes. A situação apanhou de surpresa os funcionários da valência e os próprios utentes, que na tarde de ontem e na manhã de hoje deram com o nariz na porta.

A luz foi cortada ao início da tarde desta quinta-feira. Na entrada da conservatória estava afixado um aviso, escrito à mão, que dizia: "Não existe energia elétrica. Por esse motivo estamos encerrados".

As pessoas ficaram por atender e os sete trabalhadores de braços cruzados. Nem os telefones funcionaram até ao início da tarde desta sexta-feira.

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A E-Redes justificou o corte de energia na conservatória devido "ao facto de o local ter um contrato provisório de consumo de obras, cuja licença expirou em 2019" e que não foi mudado.

"A E-Redes cumpriu todos os prazos regulamentares e todos os procedimentos estabelecidos, tendo em conta que a interrupção de fornecimento não foi efetuada mais cedo, na sequência dos constrangimentos causados pela pandemia", explicou.

O Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) não facultou ainda qualquer esclarecimento face ao que aconteceu.

A situação "caricata" ficou ultrapassada, pelas 14 horas, com a ajuda da Câmara Municipal de Santa Comba Dão. Segundo Leonel Gouveia, foram "os serviços municipais que provisoriamente permitiram que o caso fosse resolvido, através de uma ligação a um outro ponto de energia" no edifício do Palácio de Justiça, que alberga vários serviços públicos. O IRN deverá agora solicitar um novo contrato de eletricidade.

O autarca socialista critica ainda a E-Redes, empresa ligada ao grupo EDP, por ter agido de "uma maneira pouco correta" neste processo.

"É uma atitude lamentável a da E-Redes que devia ter notificado o IRN para proceder à regularização do contrato da luz. É caricato e uma prova do mau serviço que a E-Redes presta ao país", afirma.

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