Viseu

Abriu a porta do elevador e apanhou susto de morte

Abriu a porta do elevador e apanhou susto de morte

O elevador do edifício da Segurança Social de Viseu não podia ser utilizado, mas o aviso não foi colocado na porta. Três pessoas quase sofreram uma queda do 6.º andar para o piso -2, que poderia ser fatal.

Manuel Ferreira foi buscar uma receita e quase perdia a vida no edifício da Segurança Social de Viseu, onde funciona o Centro de Saúde 1.

Tentou chamar o elevador para se dirigir ao sexto andar, onde está a unidade de saúde, mas este não apareceu. Até que foi chamar o segurança, que também não conseguiu. "Disse-me para entrar no elevador para uso exclusivo dos funcionários porque as empregadas de limpeza deveriam ter a porta aberta", explicou.

Já no sexto andar e com a receita médica na mão, abriu a porta do elevador e aconteceu o inesperado. "A cabine não estava lá e foi por um triz que não caí no poço do elevador. Apanhei um susto valente", adianta, indignado pelo facto de não existir qualquer aviso na porta de que o elevador não poderia ser utilizado.

Voltou a dirigir-se a um funcionário que lhe terá dito não ter culpa pelo sucedido. No meio da discussão, Manuel Ferreira virou-se para trás e só teve tempo de agarrar, o mais rápido que conseguiu ,duas pessoas que estavam a entrar para o elevador.

"Se não as tivesse puxado pelo braços rapidamente, as senhoras tinham caído do sexto andar ao piso -2, já que a cabine estava mais acima".

Manuel Ferreira achou que a situação já tinha ultrapassado os limites do razoável e, revoltado, chamou a PSP para fazer queixa do sucedido, mas nenhum agente apareceu. Indignado, expos a situação, ocorrida a 30 de março, ao diretor do Instituto da Segurança Social, em Lisboa. Ainda não teve resposta.

O JN tentou ouvir, sem êxito, Joaquim Seixas, diretor da Segurança Social de Viseu.