Viseu

Ação popular exige o fim das portagens na A25 e na A24

Ação popular exige o fim das portagens na A25 e na A24

A Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25 e A24 apresenta, esta terça-feira, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, uma ação popular contra o Governo, exigindo o fim das cobranças nestas duas vias que começaram a ser taxadas há cerca de dez anos.

"Não há vias alternativas à A24 e à A25 para a circulação inter-regional", começa por justificar o porta-voz da Comissão Francisco Almeida, salientando que as estradas consideradas alternativas, como a EN2 e a EN16, não podem ser encaradas como tal porque não apresentam segurança, nem qualidade.

O processo judicial, subscrito por quatro pessoas, todas elementos da Comissão de Utentes Contra as Portagens, defende ainda que as duas autoestradas não podem ser consideradas como tal porque "estão pejadas de limitações de velocidade, que não são compatíveis com uma autoestrada". Em alguns troços não se pode circular a mais de 100 quilómetros hora. Há ainda um radar na A25, na zona de Viseu, que limita a velocidade aos 80 quilómetros.

A ação popular apresenta várias testemunhas, entre elas o proprietário da Patinter, uma das maiores empresas transportadoras de mercadorias do país, que está sediada em Mangualde.

Questionado pelos jornalistas por só agora, cerca de dez anos depois do início da cobrança, estar a ser apresentado este processo na justiça, Francisco Almeida lembrou que no passado a comissão também "desenvolveu um conjunto de ações de luta", que acabaram por ser interrompidas "durante um certo período de tempo", por se pensar que "não estavam reunidas as condições para continuar a desenvolver estes processos" reivindicativos.

"Provavelmente terá chegado o tempo de voltar a esse combate e é assim que hoje estamos aqui a anunciar a ação popular e nos próximos tempos estaremos a anunciar formas de luta semelhantes às do passado", avisou, não descartando "nenhuma possibilidade".

Em cima da mesa pode estar mesmo a realização de marchas lentas, como aquelas que pararam várias localidades da região de Viseu há cerca de uma década.

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Francisco Almeida não escondeu que a apresentação desta ação judicial foi espoletada pelos recentes descontos nas antigas SCUT que entraram em vigor no dia 1 de julho.

A Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25 e A24 garante que não estão a ser aplicadas as reduções de metade preço prometidas e lembra que estes descontos aprovados o ano passado na discussão do Orçamento de Estado terminam no dia 31 de dezembro de 2021.

"As populações dos distritos de Viseu, Guarda e Aveiro, e todos os que são afetados, têm que manter uma forte pressão social contra as portagens com o objetivo que no próximo Orçamento de Estado seja possível reunir na Assembleia da República os votos necessários para acabar com as portagens a partir do ano de 2022", defendeu.

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