Ambiente

Câmara de Viseu insiste numa nova Barragem 

Câmara de Viseu insiste numa nova Barragem 

Fernando Ruas avisa que "o caldo" vai entornar se não for construída nova infraestrutura.

O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, ficou preocupado com as recentes declarações do ministro do Ambiente que no início do mês disse no Parlamento que o país só precisa de uma nova barragem, no Ocreza, para regularizar o caudal do Tejo. João Pedro Matos Fernandes não fez qualquer referência à construção da nova Barragem de Fagilde, o que não deixou sossegado o autarca.

"Se é mais uma barragem sem ser Fagilde temos mais uma vez o caldo entornado. Esperemos que Fagilde já esteja dado como adquirido e que não entre nestas barragens para o futuro", afirmou esta quinta-feira Fernando Ruas, no final da reunião do executivo camarário.

O autarca disse esperar que o protocolo assinado, na quarta-feira, entre o Município de Viseu e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para a realização de um estudo com vista à construção de uma nova barragem seja mais um indício de que o projeto é para avançar. "Espero que seja a justificação para o ministro não estar a falar nisto", defendeu, acrescentando que este é "o primeiro passo" para a concretização da obra. O estudo tem que estar pronto até ao final do ano e vai custar à APA até 120 mil euros.

Fernando Ruas reforçou que a nova barragem é determinante para resolver o problema da seca em Viseu, Nelas, Mangualde, Penalva do Castelo e Sátão e sustentou que o abastecimento público só é garantido com um sistema redundante. "Seja qual for a escolha que se tenha para o abastecimento de água em alta, a barragem é sempre necessária", argumentou, reforçando que a infraestrutura demorará pelo menos quatro anos a construir.

O JN pediu esclarecimentos ao Ministério do Ambiente sobre a nova Barragem de Fagilde, que substituirá a atual que esvaziou em 2017, mas não obteve resposta.

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